Colunistas Zé Maria Ulles
02/08/2016 Críticas de um Cinéfilo


Memórias Secretas - nota 6,5


A eterna temática judeus/nazistas é muito bem trabalhada em “Memórias Secretas”. Só que aqui, a trama/vingança passeia por pessoas na Terceira Idade... O diretor Atom Egoyan (“O Preço da Traição” de 2009) mostrou competência e não complicou o roteiro simples e bem bolado de Benjamin August. Benjamin faz seu primeiro trabalho em um longa metragem - poderia ter sido mais ousado! Mastigando: Judeus que moram em um asilo nos EUA arquitetam matar um membro da SS alemã que eliminou seus familiares, nos campos de concentração de Auschwitz, durante a Segunda Guerra Mundial. O filme poderia ser mais longo, são apenas 96 minutos. Existe uma certa lentidão, mas levando-se em conta que o protagonista é Christopher Plummer, 86 anos, não se deve esperar muita ação... Na verdade, o elenco principal é composto por atores velhos. Martin Landau e Jurgen Prochnow se destacam... Ate 70% da fita, o filme parece que vai ficar na casa do “regular”, mas a coisa muda e toma um ar de guerra com certa tensão. A trilha sonora de Mychael Danna merece atenção especial. “Memórias Secretas” foi lançado em outubro do ano passado e teve criticas positivas em todo o mundo... Christopher Plummer tem grande atuação, literalmente, barbariza!

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Filme: A Garota do Livro - nota 7,5


Muita gente vai querer rasgar as páginas desse livro!
De conteúdo profundo, o filme aborda questões familiares com objetividade singular. O enredo entrelaça passado e presente - ao longo de toda a obra - despertando grande interesse no expectador. Essa relação temporal é tão bem feita que o destaque da película fica por conta da equipe de montagem. Mastigando: adolescente de 14 anos se relaciona com homem mais velho que se deixa atrair pelas belezas angelicais da mocinha. Durante os encontros, ele liberta intenções bem criativas... Depois de alguns anos, ambos se reencontram gerando lembranças amargas. Marya Cohn faz sua estreia na direção de um longa-metragem. Ótimo trabalho! O elenco está afinado. Os destaques: a protagonista, Emily VanCamp, (a lourinha da série Revenge) tem belíssima interpretação, assim como, Michael Nyqvist e Ana Mulvoy. A trilha sonora deixa a desejar. O roteiro, assinado pela própria diretora, fica opaco por uns 10 minutos - entre o meio e o final - além de ser curto. São apenas 86 minutos de projeção. Mas o que faz valer o ingresso é a vastidão de temas que permeiam o enredo. Machismo, traição, desejo reprimido, sexualidade descontrolada e abuso de poder estão em primeiro plano. A temática lembra bastante a obra cinematográfica “Moça com Brinco de Pérola” de 2003. Se seus olhos estão despertos, em “A Garota do Livro” você vai aprender a olhar o invisível... Mas se você é o tipo de pai desinteressado que quer manter o mundo do jeito que está, não veja o filme em questão! 

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COLUNISTA
Zé Maria Ulles
Quando menino, tinha o sonho de estudar Astronomia e fazer cinema. O tempo passou, e Zé se formou em Comunicação Social, História, Filosofia e Música.
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