Colunistas Zé Maria Ulles
26/02/2020 Filme: 1917 - nota 8,0

A 'forma' como a obra foi feita impressiona mais que o roteiro. Sim, 1917 é ÓTIMO!!! A começar pela excelente fotografia de Roger Deakins. O espectador sai da sala de projeção com algumas delas na mente... Oscar nele!!! Mastigando – Durante a Primeira Guerra Mundial, dois cabos do exército britânico são designados pelo comandante da divisão a invadir o espaço inimigo/alemão para entregar uma carta ao coronel Mackenzie, o desautorizando, a efetuar ataque suicida. Já que havia evidencias de ser uma armadilha alemã. A cenografia chama atenção. Assim como, a trilha sonora composta pelo renomado Thomas Newman. Os efeitos especiais são utilizados com parcimônia. O roteiro original não traz nenhuma novidade ao já cultuado gênero de guerra, mas retrata um bom trabalho do diretor e Krysty Wilson-Caims. Sam Mendes faz excelente e OUSADO trabalho de direção... Não por acaso, a veneração atribuída a película fica por conta da maneira em que ele decide filmar. Mendes usa a técnica do 'plano sequência' (não há cortes durante a gravação das imagens fazendo com que a câmera não pare de registrar os fatos que vão se sucedendo de forma continua) sem a menor interrupção ao longo de todo o filme. Não dá para negar que o exagero deixa - em alguns momentos - o espectador meio 'cansado/enjoado' com o formato. Vale lembrar, o diretor ficou conhecido pelos trabalhos em "Beleza Americana" (1999), "Caminho para a Perdição" (2002) e "007 - Operação Skyfall" (2012). Boa edição de Lee Smith. Os protagonistas são atores desconhecidos e estão muito bem: George Mackay e Dean-Charles Chapman, ainda no elenco: Colin Fith e Benedict Cumberbatch. O 'carteiro' tem 119 minutos de duração. A película custou, aproximadamente, 95 milhões de Dólares aos produtores. Arrecadou 155 milhões. A crítica norte-americana gostou muito. Média 8.1 em 10.0. O filme tem 'forma' mas pouco 'conteúdo'. Sam Mendes merece o Oscar, 1917 não!!!

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COLUNISTA
Zé Maria Ulles
Quando menino, tinha o sonho de estudar Astronomia e fazer cinema. O tempo passou, e Zé se formou em Comunicação Social, História, Filosofia e Música.
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