Colunistas Zé Maria Ulles
28/10/2019 Filme: A Luz no Fim do Mundo – nota 4,5

O inicio da película é muito chato!!! O protagonista contando uma historinha para a filha dormir por uns cinco minutos... Dai pressupõe-se um roteiro ruim - o que acaba ocorrendo ao longo dos 119 minutos de projeção. Mastigando – Peste extermina todas as mulheres do planeta, entretanto, menina sobrevive imune a doença. Para salvaguardar a filha, pai a veste como menino e ambos passam a vida dormindo em florestas. Todavia, em certos instantes, são obrigados a visitar as cidades próximas para pegar alimentos, roupas e livros. Diante de um enredo/temática complexa, o roteirista acabou se complicando... Se o pai tem que proteger a filha de tudo e de todos, por que ele não anda armado?!?! O roteiro de Casey Affleck não só começa mal como acaba mal!!! Ok, que ao longo da obra, a mensagem fica clara: a criança não teve infância e vai ter que se superar ao longo da vida... Boa fotografia de Adam Arkapaw!!! O mesmo vale para a edição que permeou a história presente com cenas passadas - cenas da esposa e mãe. Crédito para Christopher Tellefsen. Trilha sonora competente, porém, pouco usada. Para uma fita bem enfadonha, a música deveria ter mais participação. Daniel Hant assina a composição. Os atores estão muito bem: Além do diretor/roteirista, Anna Pniowsky, Elisabeth Moss e Tom Bower. Em seu segundo filme para a telona, o diretor, Casey Affleck, faz belos enquadramentos, mas se perde no todo da obra. Ele não definiu se o filme é um drama, romance ou ação, ou seja, lento para o último e sem vida para os dois primeiros gêneros. A crítica norte americana deu média 6.6 em 10.0. O nome original significa "Light of My Life" o que retrata bem a ideia da obra e não "A Luz no Fim do Mundo". Vale ressaltar o belo cartaz promocional do filme!!!

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COLUNISTA
Zé Maria Ulles
Quando menino, tinha o sonho de estudar Astronomia e fazer cinema. O tempo passou, e Zé se formou em Comunicação Social, História, Filosofia e Música.
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