Colunistas Zé Maria Ulles
24/04/2017 Filme: A Vigilante do Amanhã Nota 7,5

Uma mistura positiva de “Blade Runner” (1982) e “Identidade Bourne” (2002). No filme em questão a textura visual ALTAMENTE futurista demora para enquadrar o expectador na paisagem cinematográfica e na história. Mas demora pouco!!! Logo-logo, todos, na sala, passam a comungar em obra bem acabada e ótimo roteiro... Nos 106 minutos de projeção, o pau canta com gosto e tem muito cyborg morrendo... Mastigando – Empresa de altíssima tecnologia na construção de androides cria um modelo especial com ALMA. Altamente capacitada para combate, a ciborgue passa a comandar equipe de segurança. Mas se depara com androide desconhecido que pretende matar agentes da empresa. No elenco a impossível, maravilhosa e versátil Scarlett Johansson que faz seu terceiro filme de ficção científica. Além dela, se destacam também: Juliette Binoche, Johan Asbaek e Michael Pitt. O diretor Rupert Sanders faz ótimo trabalho. Consegue situar o expectador dentro do contexto da cena, sem deixa-lo se confundir com a parafernália visual que possui múltiplos cenários entre o mundo real e digital. Sanders dirigiu “Branca de Neve e o Caçador” (2012). O roteiro escrito a três mãos se baseia na obra “Fantasma na Concha” de Massamune Shirow. A trilha sonora tá longe de ser a obra prima que o tecladista, Vangelis, assina em “Blade Runner” mas é ótima. Clint Mansell e Lorne Baile levam os créditos. O filme custou caro: 110 milhões de Dólares e teve arrecadação baixa 124 - até agora. O final dá ares de continuação !!!

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COLUNISTA
Zé Maria Ulles
Quando menino, tinha o sonho de estudar Astronomia e fazer cinema. O tempo passou, e Zé se formou em Comunicação Social, História, Filosofia e Música.
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