Colunistas Zé Maria Ulles
17/02/2018 Filme: Cinquenta Tons de Liberdade Nota 3,0

Se o orgasmo é a terceira e última parte do ato sexual, o romance erótico “50 Tons” encerrou a trilogia cinematográfica com um coito interrompido. “Cinquenta Tons de Liberdade” não foi bom pra ninguém!!! A culpa pode ser creditada ao roteiro adaptado por Niall Leonard. Mas ele não foi o único responsável pelo fracasso. O diretor, James Foley, conhecido por “A Curta Distância” (1986) e “Who’s That Girl” (1987), repete a má direção cometida no segundo filme da série: “Cinquenta Máscaras Mais Sombrias” (2017). No capítulo final da trilogia, Foley, esqueceu de dar vida/alma a trama. As cenas de sexo, inclusive, ficam devendo, ou seja, na terceira parte, nem corpo nem alma!!! Ok, que ele deu ênfase a mudança na personalidade da protagonista - antes, APARENTEMENTE, submissa aos encantos e aos passeios de planador e agora, pilotando carros esportivos com o pé em um acelerador cheio de ‘empoderamento’. De fato, o que vale na obra são as canções e a boa trilha sonora de Danny Elfman. A fotografia não agrada. John Schartzman assina. Edição sem sal nem açúcar. A ‘transa’ tem 105 minutos de projeção. Mastigando – Depois do casamento do casal de protagonistas, a esposa passa a ser seguida por seu ex-chefe. No elenco Jamie Dornan, Dakota Johnson e Rita Ora (cantora/compositora). A crítica norte americana meteu o pau na fita. Média 3.3 em 10.0. E os números refletiram isso com uma arrecadação broxante para os produtores. Apenas nove milhões de Dólares. Com custo de 55 milhões. O sucesso comercial dos dois primeiros episódios chegou aos 952 milhões de Dólares, todavia, a qualidade da obra “50 Tons” deixou muito a desejar. Literalmente, foi perdendo o tesão!!! O que começou como romance e erotismo findou em uma tola trama policial!!! Dos três filmes - extraídos dos livros de El James - apenas o primeiro convenceu. A película, “Cinquenta Tons de Cinza”, (2015) valeu mesmo pela competência nas preliminares. E ficou por ai!!!

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COLUNISTA
Zé Maria Ulles
Quando menino, tinha o sonho de estudar Astronomia e fazer cinema. O tempo passou, e Zé se formou em Comunicação Social, História, Filosofia e Música.
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