Colunistas Zé Maria Ulles
11/01/2018 Filme: Corpo e Alma Nota 3,0

O filme retrata um romance de duas pessoas internamente conflitantes. Uma mulher com síndrome de Asperger - derivada do autismo - e um homem com paralisia psicomotora - desmotivado para tudo. A diretora, IIdikó Enyedi, constrói um filme muito lento. A câmera dela não tem vida!!! Enyedi piora ainda mais a obra com um roteiro muito ruim. Alguns ‘momentos cruciais’ não estão no filme. Ficam subentendidos - mas faltam dramatizações. As cenas de bichos morrendo são ‘longamente’ desnecessárias. Contudo, não dá para negar que existe uma temática metafisica diferenciada. Aliás, bem fora do comum!!! Mas o roteiro não traz atributos para rechear esta ideia. Mastigando - Diretor de matadouro recebe nova funcionária que tem comportamento antissocial com os demais colegas. Para tentar enquadrá-la, ele se aproxima dela. Todavia, acabam descobrindo que tem o mesmo tipo de ‘sonho’ todas as noites. Em que ele faz o papel de um cervo macho e ela o de uma cerva fêmea. Para entender melhor o motivo dos ‘sonhos conjuntos’, o casal sai do âmbito puramente profissional. A edição é uma das piores do ano. A fotografia escapa do conjunto ruim. No elenco: Géza Morcsanyi e Alexandra Borbély. O filme tem 116 minutos. A crítica europeia e norte americana gostou da fita. Média 8.0 em 10.0. “Corpo e Alma” venceu o Urso de Ouro/2017 (Festival de cinema de Berlin).

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COLUNISTA
Zé Maria Ulles
Quando menino, tinha o sonho de estudar Astronomia e fazer cinema. O tempo passou, e Zé se formou em Comunicação Social, História, Filosofia e Música.
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