Colunistas Zé Maria Ulles
12/11/2019 Filme: Downton Abbley - nota 5,75

A série TELEVISIVA deve ser melhor... O filme é simpático. Muito simpático!!! Mas não disse a que veio. Inclusive, as estórias que permeiam a temática principal são muito singelas... Ok, que a aristocracia inglesa do final do século 19 atrai pelo glamour e Downton Abbey passeia nesta redoma entre nobreza/realeza /bestialidade. Porém, falta ao roteiro de Julian Fellowes um atributo maior que apenas elegância... Mastigando - Família abastarda da cidade de Downton Abbey recebe carta avisando sobre a visita do rei e rainha da coroa inglesa. Diante do pouco tempo para preparar o evento, o alvoroço se estabelece entre empregados e patrões na tentativa de deixar tudo a contendo. Especialista em séries, o diretor, Michael Engler, faz seu debute na telona tirando belas tomadas do cotidiano do lugar; capricha na atenção aos diálogos e exacerba com competência o humor inglês. Contudo, pecou pelo tom bucólico transformando os 122 minutos de projeção em algo sem profundidade. Inclusive, na mais importante das tramas propostas - ele omite o 'momento da revelação'... A personagem fica sabendo da verdade sem o acompanhamento do espectador. Eu hein!!! Bela trilha sonora de John Lunn!!! Linda fotografia, crédito para Ben Smithard. Competente trabalho de edição. Mark Day assina. Atenção ao vestuário e cenografia. O elenco é o mesmo do seriado, destacam-se: Hugh Bonneville, Elizabeth MacGovern, Jim Carte e Maggie Smith (vai levar o Oscar de atriz-coadjuvante!!!). A obra custou, aproximadamente, 16 milhões de Dólares. A nobreza fez a festa na bilheteria arrecadando 173 de milhões. A crítica norte americana gostou. Média 7.4 em 10.0. Downton Abbey nos faz enxergar que há beleza nas relações humanas cheias de FORMALIDADE - ainda mais se compararmos com a informalidade/desrespeitosa da atualidade. O filme é LEVE!!! Muito leve... Tão leve quanto o controle remoto da televisão!!!

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COLUNISTA
Zé Maria Ulles
Quando menino, tinha o sonho de estudar Astronomia e fazer cinema. O tempo passou, e Zé se formou em Comunicação Social, História, Filosofia e Música.
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