Colunistas Zé Maria Ulles
12/09/2018 Filme: Egon Schiele: A Morte e a Donzela Nota 6,5

Faltou um pouco mais de sal!!! O diretor, Dieter Berner, gastou muito tempo em certos diálogos desnecessários. Uma sensibilidade maior para passear com a câmera pelas obras do protagonista deixaria o filme com mais sabor. Mastigando - Egon Schiele é um jovem talentoso para o desenho. Já na adolescência usava sua irmã - menor de idade - como modelo para desenhar nus artísticos. Com o conservadorismo do inicio do século 20, chegou a ser preso por pedofilia. Mesmo assim, com o passar do tempo, se mostra um grande sedutor/aventureiro, sem muito compromisso amoroso nem muito menos financeiro. O roteiro de Dieter Berner e Hilde Berger passeia com competência pela vida do protagonista, deixando o expectador bem informado sobre alguns pormenores da personalidade do pintor. No elenco: Noah Saavedra, Maresi Riegner e Valerie Pachner. Belo trabalho de fotografia. Carsten Thiele assina. A edição merece atenção especial. O filme passeia por vários períodos da vida de Egon. O figurino se destaca pelo belo trabalho de Uli Simon. Boa trilha sonora de Philippe Kohn. Os produtores arrecadaram 4 milhões e setecentos mil Euros. "Egon Schiele: A Morte e a Donzela" ganhou o prêmio de melhor filme austríaco de 2017. A crítica norte americana deu média 6.5 em 10.0. A película tem 110 minutos de duração. Fato curioso: o Facebook proibiu o trailer do filme!!! A arte erótica de Egon Schiele parece estar 'permanentemente' sendo coibida... Em pleno século 21!?!?

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COLUNISTA
Zé Maria Ulles
Quando menino, tinha o sonho de estudar Astronomia e fazer cinema. O tempo passou, e Zé se formou em Comunicação Social, História, Filosofia e Música.
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