Colunistas Zé Maria Ulles
20/05/2019 Filme: Entardecer - nota 4,5

O filme agrada muito em seus primeiros 20 minutos - durante a apresentação da temática da obra. Depois disso, o diretor, László Nemes, se perde completamente. Para piorar, "Entardecer" é extremamente longo em seus 142 minutos de projeção. Mastigando – Em 1913, durante a queda do império Austro-Húngaro, jovem sai de orfanato e parte para a cidade em que nasceu. Lá, pretende responder questões familiares... Para isso, procura emprego em renomada loja de chapéus que pertencia a seus pais. Vencedor do Oscar/2016 por "O Filho de Saul", o diretor começa o filme com belos enquadramentos - um show!!! Todavia, com o desenvolver da fita, parece ter sido tomado por uma invencionice advinda de um ego gigantesco. É um verdadeiro desfile de formas de filmar... Um exagero comprometedor, a começar pelas imagens feitas em 'plano sequência' seguindo a nuca da protagonista. A película deveria se chamar 'A Nuca'. Para piorar, o roteiro deixa dúvidas quanto a certas situações que o espectador tem que adivinhar/intuir. László Nemes INVERNTOU!!! Ele, Clara Royer e Matthieu Taponier construíram um dos PIORES roteiros do ano!!! No competente elenco: Juli Jakab, Vlad Ivanov, Evelin Dobos e Marcin Azarnik. Linda fotografia de Mátyás Erdély. Boa trilha sonora, o diretor foi o responsável!!! Muito confuso o trabalho de edição. Matthieu Taponier assina. Os produtores gastaram nove milhões de Euros. Nas bilheterias o filme fracassou com apenas meio milhão de Dólares. A crítica norte americana deu média 6.1 em 10.0.

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COLUNISTA
Zé Maria Ulles
Quando menino, tinha o sonho de estudar Astronomia e fazer cinema. O tempo passou, e Zé se formou em Comunicação Social, História, Filosofia e Música.
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