Colunistas Zé Maria Ulles
20/05/2019 Filme: Mademoiselle Paradis - nota 6,5

Excelente atuação da protagonista!!! Maria-Victoria Dragus leva o filme praticamente sozinha... Mademoiselle Paradis é um prato cheio para psicólogos, psicanalistas e filósofos. O filme envolve questões familiares e passeia com competência por particularidades espíritas e espiritualistas.  Mastigando – Em 1777, jovem pianista cega tenta se curar com médico que usa o método de imposição das mãos em seus pacientes. Depois de certo tempo, o tratamento com fluidos magnéticos dá resultado e a protagonista volta a enxergar, todavia, as pressões sociais decorrentes de sua melhora resultam em graves problemas. Muito boa a direção de Barbara Albert!!! Belas tomadas caracterizam a fita. A condução dos atores merece atenção... A cena em que a artista principal começa a enxergar e se dá conta da beleza/importância de suas mãos é de extrema beleza. Cena digna do espectador se levantar e bater PALMAS!!! Entretanto, na ânsia em enfatizar a profissão da protagonista, Barbara peca em certa 'morosidade' nas cenas ao piano. A estória em si, merecia mais tempo que a bela arte musical... O roteiro feito pela diretora com Kathrin Resetarits e Alissa Walser agrada, mas você sai do cinema achando que faltou ALGO a mais... O conteúdo deveria ser melhor explorado!!! Os roteiristas limitaram a bela trama - que apresenta vários 'pecados' sociais... "Mademoiselle Paradis" tem 97 minutos de projeção. A trilha sonora passa pela obra de Mozart e pelo compositor Lorenz Dangel que faz belo trabalho. Boa edição de Niki Mossböck. A película tem linda fotografia!!! No elenco: Devid Striesow, Maresi Riegner e Lukas Miko. A crítica norte americana deu média 6.5 em 10.0.  O filme é baseado em fatos reais!!! 

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COLUNISTA
Zé Maria Ulles
Quando menino, tinha o sonho de estudar Astronomia e fazer cinema. O tempo passou, e Zé se formou em Comunicação Social, História, Filosofia e Música.
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