Colunistas Zé Maria Ulles
09/10/2017 Filme: Mãe Nota 6,0

Vou usar a frase do artista plástico, Kandinsky, para começar minha crítica sobre a obra cinematográfica “Mãe”. Segundo ele: “a forma é a expressão exterior do conteúdo interior”. Nesse caso, a película em questão  ATENDE muito bem a amplitude de Kandinsky. Já para Ulles no Kinema, a mensagem/conteúdo do filme é sensacional!!! Mas a forma que o diretor escolheu para contá-la não convence... A forma é tão ruim que compromete o conteúdo/mensagem que ele quis passar. Toda obra artística precisa ser clara/compreensível em sua maneira de ser contada. Ou seja, clareza ‘processual’ ao longo da apresentação/transcrição da ideia. Em “Mãe” o expectador só começa a entender a obra nos 25 minutos finais. O início e o meio são “malucamente” entediantes.  O diretor, Darren Aronofsky, exagerou na “loucura” para construir o filme. Vaias para a forma!!! Não é a primeira vez que Darren passeia pela “doideira” cinematográfica. Em “Requiem para um Sonho” (2000), ele põe as assas de fora. Fez um belo filme com “Cisne Negro” (2010) mas se atrapalhou todo com “Noé” (2014). Pelo visto, a Bíblia é o purgatório dele... A obra se passa na mesma locação. O que pressupõe um roteiro rico. Mas o diretor - também roteirista - fez um roteiro “confuso”...  Onde Aronofsky acerta? A mensagem com seus personagens ‘metafóricos’ faz bela crítica a fatos e personagens bíblicos, assim como, da ignorante sociedade humana. Palmas para o conteúdo!!!  A crítica americana ficou dividida, mas a média agradou com 7.0 em 10.0. Fracasso, mesmo, foi o de público - a esmagadora maioria sai do cinema sem entender nada!!! Os produtores gastaram 30 milhões de Dólares e arrecadaram um verdadeiro apocalipse: 35 milhões. No elenco: Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Ed Harris e Michelle Pfeiffer. Mastigando – Mulher submissa (mãe natureza) ao marido poeta (Deus) faz de tudo para deixar sua casa arrumada (planeta Terra), mas esbarra no excesso de liberalismo do marido e com vizinhos inoportunos (seres humanos transgressores). “Mãe” tem 121 minutos de duração, por isso, tenha PACIÊNCIA Kandinskyana para avaliar a relação entre forma e conteúdo... Só desta maneira, você vai perceber que a luz dentro de um cristal (big bang) pode levá-lo a essência da criação...

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COLUNISTA
Zé Maria Ulles
Quando menino, tinha o sonho de estudar Astronomia e fazer cinema. O tempo passou, e Zé se formou em Comunicação Social, História, Filosofia e Música.
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