Colunistas Zé Maria Ulles
20/11/2018 Filme: O Doutrinador Nota 5,0

No mundo real, o ex-presidente, Fernando Collor de Mello, ficou conhecido como o caçador de marajás ou mesmo,  'Indiana Collor' (referencia ao personagem do ator Harrison Ford) que iria combater o crime e organizar o país. Segundo o ex-presidente: "Há uma casta de funcionários, os marajás, que sempre desafiaram qualquer lei e qualquer poder". Já no campo fictício, surge no cinema nacional, um personagem com a marca de super-herói e com a mesma temática: eliminar corruptos e esbanjadores do dinheiro público. O filme "O Doutrinador" apresenta essa celebridade. Mastigando – Policial que investiga crimes de corrupção, leva a vida entre o trabalho e a educação da filha pequena. Em um dia de passeio, resolve ir ao jogo de futebol com a menina. Mas o que deveria ser apenas um domingo feliz, acaba em tragédia quando a garota é baleada. No hospital, ele vê a miséria ao qual o povo está submetido. Com a indignação, o protagonista se transforma em "O Doutrinador". O expectador até torce por seu novo herói, mas a fita fica devendo... E pra variar, o roteiro é o vilão. Elaborado por: Luciano Cunha, Gabriel Wainer, Rodrigo Lages, L.G.Bayão e Guilherme Siman, o mesmo, não traz nenhuma novidade e tem um final de doer... A transformação de pai em justiceiro demora muito a acontecer. Depois, para apressar as coisas, o vingador mata a quilo. E para piorar... Em muitas cenas os capangas - já - aparecem no chão. No geral, o diretor, Gustavo Bonafé, faz um trabalho regular. Muito boa a fotografia de Rodrigo Carvalho. Boa edição. Frederico Brioni assina. A trilha sonora agrada e muito. No elenco: Kiko Pissolato, Natália Lage, Tainá Medina, Samuel de Assis e Eduardo Moscovis. Os produtores gastaram oito milhões de Reais e faturaram 14 milhões. A crítica brasileira não gostou. Média 4.0 em 10.0. O filme é uma adaptação da obra literária, "O Doutrinador", do escritor, Luciano Cunha, lançada em 2014. Inclusive, nos créditos finais, nota-se a excelente arte feita em quadrinhos. O diretor deveria ter colocado a mesma, no início para caracterizar a ideia de uma história em quadrinhos. Nos créditos aparece a informação de que o personagem vai virar seriado de tevê. Sendo assim, os roteiristas deveriam mudar o fim do filme... Eu heim!!! Seja lá como for, VIDA LONGA ao nosso super-herói!!! 

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COLUNISTA
Zé Maria Ulles
Quando menino, tinha o sonho de estudar Astronomia e fazer cinema. O tempo passou, e Zé se formou em Comunicação Social, História, Filosofia e Música.
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