Colunistas Zé Maria Ulles
27/09/2017 Filme: O Estranho que Nós Amamos Nota 6,0

Quem assistiu o filme original de 1971 - com Clint Eastwood e Geraldine Page nos principais papeis - vai sair do cinema decepcionado. Apesar da diretora, Sofia Coppola, ter se especializado em dirigir e roteirizar filmes explorando a psique feminina: “As Virgens Suicidas” (1999) e “Maria Antonieta” (2006) por exemplo. Em “O Estranho que Nós Amamos”, ela foi muito econômica na analise dos desejos reprimidos do sexo feminino. Na obra de 71, algumas cenas marcam o filme pela densidade... Ás cenas de amor são contundentes, assim como, o ódio estampado nas fêmeas diante da disputa pelo garanhão da casa. Mastigando – Durante a Guerra de Secessão, soldado da União é ferido em batalha e acaba sendo socorrido por alunas de uma escola de moças. Diante de seu estado precário, as jovens - juntamente com a diretora - se dedicam de corpo e alma na recuperação do pobre ser humano. Todavia, com a melhora em seu estado de saúde, as internas começam a desejá-lo sexualmente e a disputa pela carne do ex-moribundo gera grande disputa no local. No elenco: Colin Farrel, Nicole Kidman, Ellen Fanning (não há soldado que aguente!!!) e Kirsten Dunst (ótimo trabalho). A fotografia vale o ingresso!!! Philippe Le Sourd assina. O filme tem 94 minutos de duração. Pouco para um enredo tão rico. O original possui 15 minutos a mais. A película é baseado no livro “Um Diabo Pintado” de Thomas Cullinan. Com “O Estranho que Nós Amamos”, Sofia Coppola ganhou o premio de melhor diretora no Festival de Cannes/2017. Apesar do prêmio, o filme fracassou nas bilheterias, arrecadando apenas 23 milhões de Dólares para um custo de produção de 10 milhões. A crítica norte americana aprovou a obra (Deu média 7.4 em 10,0). 

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COLUNISTA
Zé Maria Ulles
Quando menino, tinha o sonho de estudar Astronomia e fazer cinema. O tempo passou, e Zé se formou em Comunicação Social, História, Filosofia e Música.
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