Colunistas Zé Maria Ulles
13/03/2020 Filme: O Homem Invisível - Nota 6,0

Um FEMINICÍDIO visível!!! Desde 1897, com o lançamento do livro "O Homem Invisível" de H.G.Wells que a visibilidade humana tem aparecido e desaparecido tanto na televisão quanto no cinema. Na telinha, virou seriado de 26 episódios em 1958. Na década de 70, mais duas séries, "O Homem Invisível" (75), em que o protagonista colocava uma máscara com o formato do seu rosto para ser visto; e o sucesso estrondoso de "Gemini Man" de 1976 - onde o agente secreto apertava um relógio que lhe dava o poder da invisibilidade. Já na telona, surge em 1933 como filme de terror: "O Homem Invisível". Teve tantos elogios que rendeu mais duas continuações: "A Volta do Homem Invisível" (1940) e "A Vingança do Homem Invisível" (1944). No primeiro ano do século 21, o ator Kevin Bacon da visibilidade ao tema em "O Homem Sem Sombra". Agora, com mais de 90 anos de vida, não tardaria para mais uma aparição... Só que "O Homem Invisível" (2020) - apesar de prender a atenção - deixa transparecer um grande numero de furos no roteiro. Mastigando – Cientista constrói em sua residência sofisticado equipamento que lhe proporciona a invisibilidade corpórea. Apesar da genialidade, ele revela profundo desequilíbrio no relacionamento com sua esposa. O diretor, Leigh Whannell, em seu terceiro filme para a telona, cria ótimas cenas de suspense, porém erra na construção geral. Quanto ao roteiro, elaborado por Whannell, fica visível a falta de cuidado... Gastou tempo em cenas tolas e resolveu correr no final, além de ter criado situações desprovidas de sentido - colocando a mentalidade da protagonista em chegue. Regular a edição de Andy Canny. O que agrada na fita? A boa fotografia de Stefan Duscio e a competente trilha sonora do compositor Benjamin Wallfisch. No elenco: Elisabeth Moss, Oliver Jackson-Cohn, Aldis Hodge e Storm Reid. No cinema, o 'vaga-lume' aparece por 124 minutos. A crítica norte americana deu média 7.3 em 10.0. Como os produtores gastaram somente sete milhões de Dólares e arrecadaram 98 milhões nas bilheterias, fica claro que de invisível esse homem não tem nada, e tão cedo, vai, realmente, desaparecer...

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COLUNISTA
Zé Maria Ulles
Quando menino, tinha o sonho de estudar Astronomia e fazer cinema. O tempo passou, e Zé se formou em Comunicação Social, História, Filosofia e Música.
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