Colunistas Zé Maria Ulles
25/10/2017 Filme: Rodin Nota 5,5

“Rodin” é o 28° filme do cineasta Jacques Doillon. Apesar da experiência, o diretor pecou em não dar a devida sensibilidade as câmeras que o tema merecia. O cuidado que Rodin deu com a forma de suas esculturas - provocando encantamento e profunda elegância, além de vida latente - diante da percepção de MOVIMENTO intrínseca em cada uma delas. O diretor fez um filme muito lento... A película ficou cansativa com seus 119 minutos de duração. Mastigando – O renomado artista plástico, Rodin, se mostra um apaixonado admirador das formas da natureza - sendo árvores e mulheres uma grande fonte de inspiração. Diante da beleza feminina, Rodin, não tarda a se apaixonar por sua aluna mais ‘dedicada’, Camille Claudel, todavia, a relação passa por intensos conflitos. A arte da convivência tem seus contornos mais densos quando uma das partes não assume seu verdadeiro papel.  Ao longo da película, Doillon passa de um período a outro da história de maneira muito técnica. Mostrando linhas artísticas que caracterizam um documentário. E não a poética tão bem representada no tocar das mãos do artista em suas obras. Leveza!!! Jacques Doillon também roteirizou. Roteiro regular, apesar da história ser boa... Alias, a história desse romance já havia virado filme em 1988 com a obra “Camille Claudel” com direção de Bruno Nuytten, tendo como protagonistas Gérad Depardieu e Isabele Adjani. O bom deste filme é o elenco - Philippe Sarde (ótimo trabalho) e Izia Higelin (bela interpretação) - e a MARAVILHOSA fotografia de Christophe Beaucarne. Ela vale o ingresso!!!

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COLUNISTA
Zé Maria Ulles
Quando menino, tinha o sonho de estudar Astronomia e fazer cinema. O tempo passou, e Zé se formou em Comunicação Social, História, Filosofia e Música.
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