Colunistas Zé Maria Ulles
27/01/2018 Filme: The Square- A arte da Discórdia Nota 2,0

A crítica europeia endeusou a obra. Média 8.0 em 10.0. Os norte americanos foram menos otimistas, mas a médica caiu pouco: 7.3 em 10.0. “The Square - A arte da Discórdia” venceu a Palma D’Ouro - Cannes/2017. Mas o filme é HORROROSO!!! A comédia do diretor, Ruben Ostlund, conhecido no Brasil por “Força Maior” (2015), abusa do ridículo em cenas e conteúdos... O roteiro é pobre!!! O próprio diretor assina. Para piorar!!! O filme é longo demais... Se o roteirista quis ridicularizar a Arte Contemporânea - conseguiu com a própria obra dele!!! São 151 minutos sem risos nem arte cinematográfica. Mastigando – Sujeito idiota e mal resolvido trabalha como curador de uma Galeria de Arte Contemporânea. Diante de situações surreais, as quais se envolve, sua personalidade ordinária fica evidente. A edição feita pelo diretor e Jacob Secher deixa muito a desejar. Fotografia regular de Fredrik Wenzel. Os diálogos são muito longos. No elenco: Claes Bang, Dominic West, Elisabeth Moss e Terry Notário. Os produtores gastaram cinco milhões e meio de Dólares e arrecadaram oito. No livro “A Grande Feira - Uma reação ao Vale Tudo da Arte Contemporânea” o escritor/jornalista, Luciano Trigo, faz excelente crítica ao momento das produções artísticas, onde o autor da - suposta - obra de arte passa a designar AQUILO que fez como obra artística... Lançando um CONCEITO de arte que independe da qualidade da mesma e, obviamente, de seu próprio talento. “The Square - A arte da Discórdia” se enquadra no apodrecimento da ARTE e da sociedade mundial que a produz!!! Que a temática é ótima e necessária, ninguém duvida, mas o diretor/roteirista, Ruben Ostlund, não precisava seguir ao pé da letra!!!

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COLUNISTA
Zé Maria Ulles
Quando menino, tinha o sonho de estudar Astronomia e fazer cinema. O tempo passou, e Zé se formou em Comunicação Social, História, Filosofia e Música.
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