Colunistas Zé Maria Ulles
12/09/2018 Filme: Vidas à Deriva Nota 6,5

Baseado em história real, "Vidas à Deriva" leva o expectador, necessariamente, ao campo da reflexão. Já que viver de 'aventura' é sempre um grande risco. Mastigando – Diante da falta de maiores perspectivas ao longo da vida, uma jovem de 24 anos vai parar no Taiti e lá conhece velejador sete anos mais velho. Namoram e ficam noivos com pouco tempo de relacionamento. Como aventureiros, decidem fazer uma viagem de barco, todavia, antes mesmo de operacionalizar o evento, o noivo recebe proposta de dez mil Dólares de um casal para levar um barco à Califórnia - atravessando seis mil quilômetros em pleno Oceano Pacífico. Os protagonistas topam a empreitada mas o percurso revela o preço a se pagar pela inexperiência do casal. O diretor, Baltasar Kormákur, conhecido por filmes como "Dose Dupla" (2013) e "Evereste" (2015) conduz a obra com competência. O roteiro escrito pelo trio Aaron Kandell, Jordan Kandell e David Branson Smith é que deixa a desejar. Eles perderam boa oportunidade para adentrar questões existenciais que enriquecessem a película. Concentraram o enredo nos efeitos da tempestade e pouco na personalidade dos atores principais e seus mundos particulares. Excelente edição!!! Intercala o período de namoro dos protagonistas com a trágica viagem.  John Gilbert assina. Muito boa fotografia!!! Robert Richardson leva o crédito. Boa trilha sonora de Volker Bertelmenn. No elenco: Shailene Woodley e Sam Claflin. Os produtores gastaram 35 milhões de Dólares e faturaram 49 milhões nas bilheterias. A crítica norte americana achou razoável. Média 5.9 em 10.0. A viagem tempestuosa tem 96 minutos de duração. 

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COLUNISTA
Zé Maria Ulles
Quando menino, tinha o sonho de estudar Astronomia e fazer cinema. O tempo passou, e Zé se formou em Comunicação Social, História, Filosofia e Música.
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