Colunistas Junior Ramalho
00/00/0000 “HERRAR É UMANO”

Embora esta coluna não tenha cunho acadêmico, vou abrir uma exceção, mesmo que de forma bem superficial, para atender o desejo de diversos leitores que têm paixão ou que são anunciantes em potencial e acabam sugerindo, nesses três anos, pautas que os auxiliem a não errar na área. Aí vão algumas dicas que aprendi ao longo de quase 40 anos:

 

Definir claramente o “target” (público-alvo) da campanha

Afinal, a quem se dirige a campanha de publicidade? Se não conseguir responder sem hesitar, é melhor não passar às fases seguintes do processo. E não é aceitável dizer que “o alvo da campanha são todos os consumidores”. Nunca se consegue captar a atenção de todos eles. Mesmo para os produtos de grande consumo, uma campanha de publicidade só funciona se tiver o público-alvo bem definido.

Caprichar na mensagem

O fato de a mensagem definida no “briefing” não ser inspiradora é uma falha grave. Uma boa ideia não surge do nada. Ela resulta de um “salto criativo”, dado em cima de uma orientação clara espelhada na mensagem. Quanto mais inspiradora e relevante ela for, melhor será a ideia criativa resultante dela. Portanto, é necessário discutir com a agência exaustivamente para que o briefing seja o inspirador das boas ideias.

Eficácia X Criatividade

É necessário refrear a imaginação dos criativos e fazer com que eles coloquem os pés no chão. Uma campanha pode ser tecnicamente brilhante, ganhar prêmios de criatividade, mas, na prática, não atingir o alvo e fracassar por completo. Se os consumidores a quem a mensagem supostamente deveria se dirigir não a perceberem, eles não vão identificá-la como dirigida a eles e muito menos retê-la em suas mentes.

Escolher os meios e os veículos certos

A televisão é um meio de comunicação de massas, mas nem sempre poderá ser o mais adequado para veicular uma campanha de publicidade. Muitas vezes, para que um determinado produto chegue ao alvo desejado, bastará um anúncio numa revista de menor tiragem. Por exemplo, uma publicação profissional chega a um número restrito de pessoas, porém é o público-alvo do produto ou serviço em causa. Independentemente do orçamento disponível para a campanha, a escolha certa dos veículos ou mídias é imprescindível.

Estabelecer um orçamento publicitário

É muito fácil gastar muito dinheiro em publicidade. Os principais meios são dispendiosos e confiar uma campanha a uma agência também não fica barato. Por isso, é muito importante, antes de dar qualquer passo, definir o valor disponível do orçamento para a publicidade, além de apresentá-lo com clareza à agência escolhida ou ao departamento de publicidade. Os métodos, os meios e as pessoas que estarão envolvidas na campanha serão escolhidos também em função disso.

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COLUNISTA
Junior Ramalho
Propaganda & Marketing - Sócio-Diretor da Pódio Propaganda e Marketing, responsável pelas áreas de Criação e Planejamento.
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