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05/11/2019 MANIA SADIA Por :Luziana Navarro

Socorrida sou pela poesia
Sempre assim todo dia
É quando sou repleta de alegria
Mas também de melancolia
E sou contemplada pela alforria
Uma necessidade que me irradia
Erradica a monotonia
Dizima o tédio e a apatia
Sem poema minha maré é vazia
Se não realizo versos a vida se esvazia
Sou mar sem calmaria
Toda tarde arde vadia
As rimas me atormentam noite e dia
Me invadem sem cerimônia, com ousadia
A fomentar essa mania
Me fazem plena parceria
Se não escrevo me perco na agonia
Dentro do transe sou tomada de valentia
Sou sua ao arquitetar a utopia
E você me arrebata logo ao raiar o dia
Até as dores me são companhia
A luz do dia me atavia
A noite até vira dia
Nenhuma disabor me avaria
No meu delírio eu lembrava de você e sorria
Enquanto eu escrevia
Lá no início da poesia
A tristeza não me invadia
O prazer me constituía
Em te amar minha vida consistia
Sequer frio fazia
Nosso elã plenitude a tudo trazia
A cada verso que nascia
Também a chuva caía
E tudo renascia
Você sempre rima com minha poesia
Até música faço com maestria
Sua presença me enfastia
Agora me despeço dessa folia
Fora da poesia sentirei asfixia
O desfecho se inicia
A saudade ganha primazia
Se você não me faz companhia
E some quando finda a poesia

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Pepperina
Mulher quente, polêmica, sem papas na língua. Adora eventinhos sociais e o politicamente incorreto.
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