Colunistas Junior Ramalho
16/12/2015 Marketing Eleitoral Pós "Ruas"

As manifestações nas ruas de todo o país, com certeza, influenciarão de forma radical todos os planejamentos de marketing eleitoral para os pleitos de 2014, principalmente os dos candidatos “velhos de guerra” e que buscam reeleição ou volta triunfal nos braços do povo. A voz rouca das ruas já está deixando muito “marketeiro” experiente de orelha em pé, buscando estratégias e posturas que se enquadrem nos anseios estampados nos cartazes empunhados pela juventude nos atos públicos, mesmo que isso implique na renegação das tradicionais bandeiras e discursos dos seus candidatos.

Até aí, nada demais e torna-se até meio óbvio que isso ocorra. O problema vai ser conseguir diferenciais para que os temas das campanhas com seus respectivos slogans, jingles e demais peças e ações, não se confundam e se pulverizem com as dos adversários, ou tragam um ar de falsidade explícita e perigosa diante do novo eleitorado que está se formando pelo Brasil afora. Já imaginaram a quantidade de “Vem, vem...vem pra “urna”, vem!” ou “Eu ouço a sua voz!” e outras frases de efeito, ou melhor, sem efeito, que vamos acabar lendo, vendo ou ouvindo?

O lado bom desta nova realidade no cenário político e, consequentemente, eleitoral, na minha opinião, será exatamente a obrigatoriedade que os profissionais de marketing; criativos; coordenadores de campanha e similares terão de desenvolver novas estratégias, o que trará um enorme benefício para a atividade, como um todo. Creio que os “escritores de livros e vendedores de cursos de marketing político”; blogueiros; especialistas em mídias digitais e tantos outros, já devem estar refazendo os seus materiais.

Mudar tudo é excelente, de tempos em tempos. Difícil, é escolher um novo rumo sem que os caminhos já estejam todos trilhados. Isso vai fazer com que surjam desbravadores do marketing eleitoral, inclusive para alguns já renomados e seguidos, para não dizer imitados, profissionais, como os “DUDAS”.  É aí que a coisa vai ficar divertida e atraente para quem milita no ramo: será que os “Spiders” do marketing continuarão com as suas estratégias de luta, defendendo os seus títulos e vitórias, ou já estão treinando novos golpes e posturas, para evitar que sejam surpreendidos por socos certeiros de desafiantes desconhecidos?

Aliás, para que estas e várias outras questões sobre os destinos do tão falado, mas pouco entendido, marketing político sejam debatidas, a Direção da REVISTA PEPPER e esta Coluna estarão, muito em breve, promovendo um evento com o tema “MARKETING ELEITORAL E A NOVA CARA DO BRASIL”. Para quem é do ramo, é bom ficar ligado e, para quem tem interesse em saber do que se trata, será uma ótima oportunidade. Afinal, os tempos são propícios.

Por enquanto, vamos ficar de olho nos próximos lances dos políticos e seus marketeiros para ver o tamanho do estrago ou da renovação causada pelos vinte centavos, já que se não foi por este motivo, no mínimo, ele ficará marcado como o deflagrador de um novo tempo para o país, para as instituições públicas e privadas; para os brasileiros e para a mídia, como um todo.
É, pelo visto, a época do “Povo de Sucupira...” acabou de vez!

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COLUNISTA
Junior Ramalho
Propaganda & Marketing - Sócio-Diretor da Pódio Propaganda e Marketing, responsável pelas áreas de Criação e Planejamento.
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