Colunistas Junior Ramalho
00/00/0000 “SABE AQUELA DO PORTUGUÊS?”

Sabe aquele anúncio, impresso ou eletrônico, que te faz sorrir, chorar, se arrepiar ou, no mínimo, gravar a mensagem na cabeça? Pois é: para que ele consiga cumprir essa missão de sacudir todos nós - consumidores da mídia – é necessário, ou melhor, quase obrigatório, que os meios de comunicação cumpram o seu papel, muito além dos tradicionais horários consagrados de rádio e televisão, ou das páginas dos jornais e revistas, - que já são facilmente consumidos e, consequentemente vendidos a preços que muitas vezes espantam anunciantes de pequeno e médio porte. Ou seja: oferecer horários nobres e páginas tradicionais é fácil, só que colocar “calhau” nos buracos da programação que não têm audiência ou leitura e não vendem, é ruim e dá prejuízo tanto para os veículos, como para os anunciantes.

Está faltando criatividade na mídia. Com raras exceções, ninguém mais investe tempo e dinheiro em novas idéias e formatos diferenciados para ampliar o nível de atenção dos públicos e, fatalmente, de novos anunciantes, sedentos por oportunidades criativas e de custo benefício favorável para expor os seus produtos. Houve um tempo em que era comum se encontrar nos veículos, inclusive nos menores, a figura do planejador de marketing, que estudava as programações e possibilidades de espaços físicos para sugerir pacotes comerciais atraentes. Desta forma, quase amarrados, os gerentes e contatos da área comercial vão para as agências e anunciantes com mesmices e conseguem vender apenas os “filés”, o que ocasiona um desperdício enorme no balanço final dos orçamentos.

Tanto é verdade que, aqui mesmo em Brasília, veículos tradicionais têm experimentado sérias diminuições nos seus faturamentos e vêm perdendo espaço, cada vez mais, para as mídias digitais. Até neste ponto a falta de criatividade é nítida, já que muitos deles teriam tudo para, em vez de disputar, aglutinar os seus sites e mídias sociais para enriquecer os seus produtos, mas deixam de aproveitar. Lembram da Revista Foco, tão badalada durante anos? Parou de circular, a exemplo da nossa Vejinha Brasília, o que comprova que nem só os veículos pequenos sofrem da preguiça criativa e preferem continuar no “basicão”, até não resistirem mais e evaporar do mercado. Triste.

Falar é fácil? Fazer, também. Só para exemplificar: no início dos anos 90, uma emissora de rádio FM aqui de Brasília que por falta de orçamento encerrava a programação diária meia noite e só voltava as seis, inventou um programa com 5 horas de duração, para um único patrocinador que, não apenas escolhia o número de inserções, como tinha o direito de selecionar o repertório musical. Vendeu rapidinho e o anunciante tornou-se o rei das madrugadas nos motéis, táxis e outros setores que funcionavam naquele período. Sucesso total e todo mundo ganhou.

Na área impressa, teve também o caso de um jornal semanal que, diante da falta de grandes anunciantes, passou a pautar matérias extremamente interessantes, para vários segmentos, que eram vendidas a patrocinadores exclusivos, que bancavam a produção, sugeriam conteúdos e faziam as suas publicidades através de merchandising. Agradou em cheio os leitores e os anunciantes. Tudo isso sem ferir nenhuma ética jornalística.

Esta revista mesmo, que você tem nas mãos, é um exemplo claro de integração entre o veículo físico e o aproveitamento virtual, através do seu site. Tudo o que você lê aqui, também está lá e com uma variedade enorme de outros temas, que acabam fazendo com que a revista tenha inúmeras paginais a mais. Acessa lá e comprove como é possível ser criativo na mídia: www.revistapepper.com.br. Quem não cria, vira piada velha: ninguém quer saber.

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COLUNISTA
Junior Ramalho
Propaganda & Marketing - Sócio-Diretor da Pódio Propaganda e Marketing, responsável pelas áreas de Criação e Planejamento.
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