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17/03/2017 Redação 'Gigantic Jets': estudante de Campina Grande flagra fenômeno mundial raro na PB
Redação
Foto: Reprodução/Bramon/Diego Rhamon

Um fenômeno raro de observar chamado de "Gigantic Jets", que em português significa "Jatos Gigantes", foi flagrado no Brasil. O registro foi feito no fim da noite desta segunda-feira (13) por um estudante de meteorologia em Campina Grande, no Agreste da Paraíba, através de câmeras da Rede Brasileira de Detecção de Meteoros (Bramon), rede colaborativa de astrônomos profissionais e amadores brasileiros, que ele faz parte.

Diego Rhamon, 22 anos, é aluno da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e, segundo ele “esse fenômeno faz parte do que a astronomia chama de Eventos Luminosos Transientes (TLEs, na sigla em inglês). Os jatos azuis são um tipo de fenômeno elétrico que acontece acima das nuvens de tempestade (Cumulonimbus), e muito além da altitude dos fenômenos tradicionais”, disse ele.

Ainda de acordo com Diego “existem alguns jatos azuis que são muito maiores que o comum, sendo chamados de jatos azuis gigantes (Gigantic Jets), e foi o caso desse registro feito nessa segunda (13). O jato azul gigante se origina no topo de uma Cumulonimbus e segue para cima da atmosfera, na forma de um cone azul vertical estreito, que se ramifica enquanto sobe”.

Segundo o estudante pensava-se que não era possível vê-lo a olho nu a partir da superfície terrestre, mas o dessa segunda foi visível. A intensidade da luz é muito fraca, e a duração é muito curta, inferior a um segundo, por isso a dificuldade de se observar e registrar.

No caso dessa Cumulonimbus, ela estava localizada em Taperoá, a 103 km de distância de Campina Grande, em linha reta.

Diego conta que há vários anos observa raios e ainda não tinha visto um jato azul. “Esse registro foi o primeiro do Brasil, e um dos poucos no mundo. Eu consegui fazer o registro através de uma simples câmera de segurança e uma lente adequada, que fazem parte de uma estação de detecção de meteoros que tenho, da Bramon", explicou o estudante.

A professora da Universidade de São Paulo (USP) Rachel Albrecht, que é especialista em tempestades, afirmou que nunca tinha visto um registro tão bonito do fenômeno feito no Brasil.

Segundo ela, poucas observações são feitas dos Gigantic Jets porque não há muitos pesquisadores tentando achá-lo. “Pesquisadores que fazem esse tipo de monitoramento estão tentando entender como é a ligação entre a camada da atmosfera em que acontecem as tempestades, que é a que a gente vê, a troposfera, e a ionosfera, que está acima da troposfera”, explicou.

“A gente sabe que esse fenômeno está associado a uma descarga elétrica muito forte dentro da nuvem. Então, essa descarga nuvem-solo dispara uma corrente elétrica para a ionosfera. Não é nada de outro mundo, nem nada preocupante. Só é uma coisa muito bonita de se ver”, declarou a professora.

 

Via: G1

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