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06/05/2018 Redação 5 hábitos para ganhar 10 anos Pela primeira vez, a ciência contabiliza o saldo em longevidade de pessoas acima dos 50 anos que, finalmente, decidem adotar atitudes saudáveis no cotidiano

Os médicos sempre dizem que uma guinada na forma de cuidar da saúde, mesmo após os 50 anos, é capaz de prolongar a vida. O que eles não sabiam era afirmar quanto tempo a mais de vida os novos hábitos trazem. Agora isso está na ponta do lápis. São 10 anos a mais, pelo menos, segundo uma extensa pesquisa que acaba de ser publicada na Circulation, revista da Associação Americana do Coração. As ações recomendadas são conhecidas: uma dieta que preconize a ingestão de frutas, verduras e gorduras saudáveis; exercitar-se regularmente trinta minutos por dia; manter o peso adequado à altura, beber moderadamente (uma taça de vinho para mulheres e duas para os homens) e não fumar. Parece óbvio, mas é a primeira vez que a ciência faz a conta do ganho real que um indivíduo de meia idade obtém ao seguir a cartilha da vida saudável.

O trabalho foi feito por pesquisadores da Universidade de Harvard (EUA), que acompanharam por três décadas a evolução da saúde de 78 mil mulheres 44 mil homens a partir dos 50 anos. Sem adotar as cinco atitudes saudáveis, elas tinham 29 anos de expectativa de vida. As que passaram a adotá-las viveriam mais 43 anos. No caso dos homens, o salto foi de 25 para 37 anos. Além disso, os cinquentões saudáveis apresentaram 74% menos risco de morte durante o período acompanhado. O grupo teve 82% menos possibilidade de morrer após um acidente vascular cerebral ou um infarto e 65% menos chance de falecer por causa do câncer.

 

São índices bastante expressivos, que podem ser explicados pelos benefícios fisiológicos proporcionados pelos hábitos. Somados, eles ajudam a proteger o corpo contra o câncer, as doenças cardiovasculares e as consequências destas, que são as principais causas de morte no mundo. Um dos grandes problemas, porém, é fazer com que as pessoas mudem de hábitos, e de forma consistente. “A adesão ainda é muito pequena”, lamentou Frank Hu, coordenador do trabalho.

A constatação traz ainda outro desafio: convencer os indivíduos de que eles são também responsáveis pela própria saúde. “É preciso que as pessoas atuem como protagonistas nisso, ficando mais conscientes do poder que têm de mudar a vida”, afirma a médica Vania Assaly, presidente da Associação Brasileira de Saúde Funcional e Estilo de Vida.

Por Isto É

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