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26/09/2017 Redação 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro bate recordes de público, de premiações e de fomento ao mercado audiovisual
  •          Mais de 10 mil pessoas conferiram as Mostras Competitiva e Brasília
  •         Edição contou com 144 filmes, oito mostras e 12 cidades agraciadas
  •         Cachês de seleção e prêmios em dinheiro somaram R$ 730 mil
  •         Estimativa de negociações de licenciamento e coprodução das produções ultrapassa os R$ 2,5 milhões 

O 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro encerrou sua edição histórica com números expressivos. Durante os 10 dias de evento, foi proposto um passeio pela longeva história do Festival e do cinema nacional, que lançou novas proposições relacionadas ao mercado do audiovisual. As 144 produções foram exibidas em oito mostras, com um alcance em 12 cidades. Nas mostras competitivas, prevaleceu o debate político e estético sobre questões raciais e de gênero. 

O mais antigo festival de cinema do país foi marcado em 2017 pela diversidade de ideias, pela produção descentralizada e por iniciativas inéditas, como a realização do Ambiente de Mercado. “Conseguimos aliar uma vitrine representativa do que se está fazendo no Brasil em termos de linguagem a um fórum de debates qualificado e concentrando ações para posicionar o nosso cinema no mercado internacional”, comemora o secretário de Cultura e presidente do festival, Guilherme Reis. 

Na avaliação do diretor artístico do Festival, Eduardo Valente, o 50º FBCB equilibrou a nova geração de cineastas e a história do evento, intrinsicamente relacionada à trajetória do cinema brasileiro. “Olhamos pra frente sem deixar de lado esses ricos 50 anos. E o principal: o debate saiu do Festival, ganhou o país e o mundo, que é onde queremos que ele atue e influencie”, explica Valente. 

A tradicional casa do Festival, o Cine Brasília, ocupou área total de 5.000m². Além do foyer – que dá acesso à sala de cinema, o ambiente externo recebeu a praça de alimentação ambientada com nove estabelecimentos. Resultado de parceria com a Abrasel/DF e o Sebrae/DF o espaço dispôs de variadas opções de sabores: Beirute, Carpe Diem, Cervejaria Criolina, Don Giuliano, Geléia Burger, Ilê Restaurante, La Rubia, Quiosque Wine Moving, Ristretto Café e Sucopira. 

O Cine Brasília recebeu 5.850 espectadores na Mostra Competitiva e 3.000 na Mostra Brasília. Quem passou pelo espaço também teve a chance de acompanhar o lançamento de um DVD e 11 publicações assinadas por renomados autores nacionais, além de prestigiar os 21 DJs que animaram a pista. 

Mostra Competitiva exibiu nove longas e 12 curtas - representando 10 estados diferentes. A 50ª edição recebeu nada menos que 778 filmes inscritos para a Competitiva - 25% superior a 49ª edição, que havia totalizado 624. Entre os estados que mais tiveram produções inscritas estão São Paulo (201), Rio de Janeiro (171), Pernambuco (55), Minas Gerais (61) e Distrito Federal (44). Do total de inscritos, 608 produções foram de curta-metragem. Os longas somaram 170 filmes. 

Os números expressivos não param por aí. Produções dirigidas por mulheres representaram cerca de 30% dos filmes inscritos. “Pode parecer pouco frente a questões demográficas, mas considerando a história do cinema brasileiro, essa proporção aumenta de forma inegável”, reitera Valente. 

Mostra Brasília – 22° Troféu Câmara Legislativa também acumulou bons resultados. Foram 12 longas e 74 curtas-metragens, totalizando 86 inscritos. Esse número é 70% maior do que o verificado em 2016, que contou com 57 filmes, demonstrando a força da produção audiovisual de Brasília. No total, a Mostra Brasília acumulou 600 minutos exibindo quatro longas e 13 curtas-metragens. 

programação estendida e descentralizada garantiu casa cheia nos 10 dias do evento e levou a sede do Festival para quatro Regiões Administrativas, que receberam 1.709 pessoas. O público que conferiu as sessões da Mostra Competitiva e Mostra Brasília foram: Taguatinga (259), Sobradinho (331), Gama (478) e Riacho Fundo I (641). Ainda passaram pelas sedes 32 bandas e 26 DJs, completando as atividades multiculturais. Já o Cinema Voador levou sessões gratuitas a São Sebastião, Paranoá, Recanto das Emas, Estrutural e Fercal. 

aplicativo do Festival, novidade da edição, recebeu o voto do público de maneira fácil e transparente. O App Festival de Brasília computou 3.225 votos no Júri Popular e elegeu na Mostra Competitiva: “Café com Canela” (Ary Rosa e Glenda Nicácio) e “Carneiro de Ouro” (Dácia Ibiapina). Pela Mostra Brasília: “Menina de barro” (Vinícius Machado) e “O Menino Leão e a Menina Coruja” (Renan Montenegro). 

As atividades formativas também movimentaram a programação. Foram cinco conversas livres e 350 espectadores, seis oficinas e 170 alunos, oito painéis setoriais e 100 participantes, 12 debates da Mostra Competitiva e 1.080 cinéfilos e membros da imprensa, enquanto os debates Hors concours receberam 180 pessoas. Nomes de peso do audiovisual contribuíram para a formação dos participantes e enriqueceram as discussões sobre os filmes exibidos. No total, foram 2.615 participantes. 

Um público muito especial garantiu participação ativa no Festivalzinho. Mais 5.700 crianças da faixa etária de 5 a 12 anos conferiram oito títulos do cinema nacional. A iniciativa ajuda a formar plateias e a desenvolver a sensibilidade para as artes, muitas vezes promovendo o primeiro contato com o cinema. 

A receptividade também foi positiva para a Mostra Futuro Brasil, mais uma novidade da edição, considerada vitrine audiovisual. Das 55 produções inscritas, seis filmes longas em fase de finalização receberam consultoria de profissionais de curadoria e seleção de festivais internacionais. A produção do Ceará “Inferninho”, de Guto Parente e Pedro Diógenes, foi a grande vencedora e recebeu prêmios técnicos para contribuir com o produto final. A O2 Play oferecerá 72h de correção de cor no valor de R$ 27.360 e serviço de conform de R$ 20.160 em DCP. A Cinemática proverá serviço de acessibilidade: closed caption e libras para o filme vencedor; enquanto a MistiKa vai ofertar R$ 25 mil em conform, aplicação de letreiros e créditos e masters digitais. Já a Cinecolor irá oferecer 40h de serviço de mixagem. 

Ambiente de Mercado também comemora o sucesso de sua 1ª edição. Em três dias de eventos, 650 pessoas participaram de atividades relacionadas à distribuição e comercialização de conteúdos para TV, cinema, VOD, internet e novas mídias, por meio das “Conversas com Players”, “Pitchings Abertos”, “Painéis” e “Clínica de Projetos”. A estimativa de negociações iniciais de licenciamento e coprodução das produções ultrapassa os R$ 2,5 milhões. 

A ação contou com representantes de eventos nacionais e internacionais, como o Ventana Sur (Argentina) e Rio Content Market (Brasil), e representantes de projetos, players de importantes canais de TV e distribuidoras: tais como o, projeto Sessão Vitrine Petrobras, O2 Play, Canal Brasil, CineBrasil TV, GloboNews, os canais Arte 1, History, A&E, Lifetime e H2, Elo Company, Box Brazil, dentre outros. A BRAVI (Associação Brasil Audiovisual Independente) também firmou parceria que premiou os melhores projetos de pitching para participação no Rio Content Market 2018. Ambas as iniciativas contam com o apoio do Sebrae. 

Para completar a edição especial, o Festival de Brasília promoveu o concurso para eleger o cartaz comemorativo do 50º FBCB. A vencedora foi Daniela dos Santos. O conceito proposto em sua peça homenageou Paulo Emílio Salles Gomes (idealizador do Festival), fazendo referência ao cinema, ao antigo nome do evento e aos anos em que não foi realizado. 

Premiação

Além da entrega do cobiçado Troféu Candango, o 50º Festival de Brasília distribuiu R$ 340 mil em cachês de seleção entre todos os filmes selecionados, a exemplo de grandes festivais nacionais e ao redor do mundo. O cachê de seleção para os longas-metragens foi de R$ 15 mil; R$ 10 mil para a sessão Hors Concours; e R$ 5 mil para curtas-metragens. Nas mostras paralelas, os longas receberam R$ 3 mil cada. 

Também foram concedidos reconhecimentos em dinheiro. O Prêmio Petrobras de Cinema celebrou o melhor longa segundo o Júri Popular na Mostra Competitiva com R$ 200 mil; e o melhor longa-metragem segundo o Júri Popular na Mostra Brasília, com R$ 100 mil. Os prêmios de R$ 200 mil contemplam a distribuição do filme em pelo menos 15 salas e 5 praças ao longo dos primeiros 90 dias de lançamento comercial. Já os de R$ 100 mil vão garantir a distribuição em pelo menos 10 salas e três praças ao longo dos primeiros 90 dias de lançamento comercial. 

Outros valores, ainda, foram concedidos aos vencedores do Júri Popular. O melhor curta levou R$ 40 mil pelo prêmio ‘Estímulo ao Curta-Metragem’. Na Mostra Brasília, o longa escolhido pelo Júri Popular recebeu R$ 40 mil; e o melhor curta da categoria R$ 10 mil, além dos troféus concedidos pela Câmara Legislativa do DF. Entre cachês de seleção e prêmios em dinheiro, o 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em conjunto com parceiros concedeu, em 2017, R$ 730 mil. 

Patrocínio

A 50ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro contou com os seguintes patrocinadores: NET, Claro, Petrobras, BRB, BNDES e Sabin. 

Serviço

Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – 50ª edição

Festival de Brasília

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