Diz o dicionário que o beijo é um toque de lábios, pressionando ou de leve sucção, geralmente em demonstração de amor, gratidão, carinho, amizade, etc. Mas também que o beijo pode ser uma fórmula informal de despedida.

Mais ou menos inocente, de uma forma mais ou menos profunda, por amor, respeito, carinho ou por simpatia, aprendemos a beijar desde pequenos e, mesmo com o passar dos anos, o beijo nunca perde o seu poder de ligação entre as pessoas.

Embora não seja comum em todos os países e em todas as culturas, o beijo é uma das formas mais universais de expressar sentimentos e um dos aspectos que a ciência mais gosta de estudar, seja para descobrir o seu impacto emocional ou para encontrar novas alterações químicas que possa provocar.

O beijo na boca, por exemplo, provoca a troca de nada mais, nada menos do que 80 milhões de bactérias que têm um impacto muito concreto no corpo humano: melhorar o sistema imunológico. E tudo porque ajudam a estimular a produção e libertação de ocitocina, o conhecido ‘hormônio do amor’, que faz ainda do beijo uma das melhores formas de aliviar o estresse. Diz um estudo que namorar durante 15 minutos é o suficiente para baixar consideravelmente os níveis de cortisol.

E há mais uma prova de que o beijo faz bem à saúde. Segundo a médica Vivika Joshi, “beijar aumenta a produção de saliva, que contém substâncias que combatem bactérias e vírus”. 

Uma vez que o beijo, especialmente o beijo de língua, está fortemente associado a uma maior sensação de bem-estar e prazer, o ato de beijar é dos que mais beneficia as relações, aumentando a sensação de satisfação e a união entre o casal.

Como conta o site Bustle, que reuniu os fatos mais curiosos sobre o beijo, as mulheres absorvem testosterona quando estão sendo beijadas na boca por um homem, sendo, por isso, o beijo um dos mecanismos do prazer para o sexo feminino.

De forma inconsciente, o olfato pode fazer com que não queiramos beijar uma pessoa. Isso não se deve ao mau hálito, mas sim a uma capacidade humana de obter informação sobre a genética de alguém enquanto a beija na boca… e tudo sem que tenham consciência disso. Na prática - diz a teoria defendida por Sheril Kirshenbaum, autor de ‘A Ciência do Beijo: O que os nossos lábios dizem sobre nós’ -, quando um beijo entre duas pessoas não é do agrado, tal pode dever-se a um sentido inconsciente de olfato, especialmente quando se dever a um casal com uma genética semelhante.

Uma vez que o beijo trabalha cerca de 30 músculos faciais ao mesmo tempo, este gesto de afeto pode ser uma das melhores formas de manter o rosto jovem, pois os músculos mantêm-se tonificados e a pele com elasticidade, diz a especialista em relações Megan Stubbs.

Um dos aspectos mais caricatos dos beijos dados na ficção é a movimentação da cabeça que os atores fazem. Embora estejam a encenar e talvez até a exagerar nos movimentos feitos, a verdade é que tendemos sempre a inclinar a cabeça quando beijamos alguém na boca. Mas sabe porque é que o dobro das pessoas inclinam mais a cabeça para a direita quando beijam? Porque foi para esse mesmo lado que inclinaram mais a cabeça quando ainda estavam na barriga da mãe, diz um estudo da Ruhr-University of Bochum, na Alemanha.

 

Via: MSN