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00/00/0000 A mulher que era viciada em tudo

Você consegue imaginar muita felicidade na sua vida se você tivesse começado a usar drogas aos 12 anos de idade? A dependência pode levar o ser humano a cometer loucuras e a perder o controle sobre a própria vida, e a britânica Emily Hunter Gordon sabe muito bem o que é passar por isso. Com muito esforço e muito sacrifício, ela conseguiu deixar de ser uma viciada, mas não é todo mundo que conseguiria normalizar a própria vida depois de abusar tanto das drogas como Emily fez.

Para qualquer pessoa, crescer em uma casa de atmosfera feliz em um bairro de classe média em Surrey, na Inglaterra, seria uma bênção. Gordon tinha tudo para dar certo na vida: pais amorosos, dinheiro, estudos nas melhores escolas da região e muita inteligência. No entanto, com 12 anos de idade, ela já era uma usuária regular de maconha e rapidamente sucumbiu ao vício em outras drogas, tendo passado por sua primeira reabilitação aos 16 anos. Mais tarde, ela se viciou em mefedrona, também conhecida como “miau-miau”, uma substância muito perigosa, e chegou a roubar sua mãe para continuar com o consumo desenfreado da droga potente.

Hoje livre das drogas, a mãe de um filho de 2 anos de idade diz que, embora tenha sido muito difícil se afastar do vício, foi ainda mais difícil restabelecer uma relação de confiança e de amizade com sua família.

“Meus pais são separados, mas são amigos. Eles se separaram quando eu tinha dois anos, mas nunca houve qualquer briga. A vida lá em casa estava boa, eu sabia que era amada, e eu sabia que todos cuidavam bem de mim”, disse. “Mas na escola, a história era diferente. Eu nunca me senti inserida lá dentro. Naquela época, eu tive muita dificuldade para fazer amigos. Eu estava muito sozinha, e me senti como se ninguém se interessava em mim.”

Aos oito anos, ela foi vítima de valentões mais velhos de seu colégio, que zombavam de sua aparência e a marcaram com suas ofensas, fazendo com que Emily se sentisse “um lixo”. O bullying, que durou por quatro anos, fez com que sua luta para se enturmar se tornasse ainda mais dolorosa. Em uma tentativa de ser aceita, Gordon se rebelou e assumiu o papel da palhaça da turma.

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“Todos sabiam sobre o bullying. Meus pais conversavam com a coordenação da escola, mas eles [os professores] realmente faziam absolutamente nada”, lamentou. “Aos 12 anos, por conta das bagunças e do meu comportamento, fui convidada a me retirar do colégio. Fui então enviada para uma escola só para meninas que eu considerava ‘populares’. Todas elas fumavam maconha, e tinham amigos mais velhos que usavam todos os tipos de droga que você puder imaginar. Eu era muito nova, mas minha reação inicial à maconha foi de conforto absoluto. Eu conseguia relaxar, rir e meus medos e a ansiedade desapareciam quando fumava, e eu gostei disso.”

O que começou como uma forma de fazer amizades rapidamente se tornou um vício, e em pouco tempo, Emily passou a fumar todos os dias. Ela disse: “Fumávamos juntas todos os dias. Íamos até o parque todo fim de semana também e fumávamos um baseado. Mas em pouco tempo, eu notei que eu precisava fumar mais. A ansiedade não estava mais sumindo, depois de um certo tempo. Foi naquela altura que eu passei a fumar escondida em casa, mais de 3 baseados por dia.”

A adolescente problemática também se cortava com uma navalha nas pernas, e logo passou para as drogas mais pesadas, tomando seu primeiro comprimido de ecstasy com 13 anos de idade. Sua mãe, embora estivesse desesperadamente preocupada com a auto-mutilação de sua filha, não fazia ideia de que ela estava usando drogas. “Ela sabia que eu me cortava, mas ela não sabia sobre qualquer outra coisa”, disse Gordon. “Ela é muito ingênua sobre drogas. No entanto, meu pai era um alcoólatra em recuperação, e suspeitava do que estava acontecendo, embora não tivesse provas.”

Eventualmente, por conta de sua rebelião na escola e notas ruins, ela foi expulsa da escola e passou a repetir de ano mais duas vezes, até desistir da escola. “Eu estava chapada o tempo todo “, ela disse. “Eu não me importava se o meu comportamento afetava outras pessoas. Nem mesmo a minha mãe.”

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Após uma tentativa de suicídio aos 16 anos, Emily foi enviada para a reabilitação pela primeira vez. “Meu namorado terminou comigo”, disse ela sobre os eventos que a levaram a engolir duas caixas de anti-depressivos. “Eu estava tão mal e estava fazendo tantas coisas horríveis comigo mesma e com os outros que eu pensei que o mundo ficaria melhor sem a minha presença”. Depois de um período no hospital, ela foi enviada para a mesma clínica de reabilitação onde seu pai havia sido internado para combater o alcoolismo, e saiu oito semanas depois, livre das drogas por enquanto.

Durante alguns anos, a vida de Gordon parecia estar de volta nos trilhos. Ela tinha um novo namorado e ela havia voltado à escola. Mas sem o conhecimento de sua mãe, seu novo relacionamento era de natureza abusiva, e terminou quando ela criou a coragem de deixar seu namorado “inseguro e ciumento”  após passar dois anos de violência com ele. “Depois disso, eu fui seguir meus sonhos. Eu me mudei para Londres para trabalhar e encontrar minha vocação. No entanto, me senti tão sozinha e em agonia que eu passei a usar drogas novamente”, disse. “Fumava aproximadamente 8 baseados por dia lá, faltava o trabalho frequentemente…meus amigos usavam heroína e cocaína, mas eu não me interessava. No entanto, depois de outra experiência negativa com um namorado, eu me deprimi e passei a usar essas drogas também.”

Neste ponto, Emily estava perdendo o controle de sua vida, com traficantes de drogas em busca de dinheiro batendo regularmente em sua porta. Ela havia perdido o emprego e começou a roubar e mentir para sua mãe em uma tentativa de pagar pelas drogas. “Eu estava sempre tentando fazer com que ela me desse dinheiro, e fingindo que eu precisava de dinheiro para pagar uma conta atrasada”, disse ela. “Entramos em brigas, porque ela me dizia que não daria mais um centavo. Eu perdia todos os trabalhos que conseguia, porque estava sempre chapada e faltava constantemente.”

Finalmente, em 2010, ela atingiu o fundo do poço, quando ela foi expulsa de seu apartamento por não ter pago o aluguel. “Eu vivi no carro com meus gatos por uma semana antes de voltar para a casa de minha mãe em Surrey “, disse. Mas até mesmo isso não foi o suficiente para convencê-la a deixar para trás o hábito de usar drogas e, semanas após sua chegada, ela se viu em um novo grupo de amigos que lhe introduziram a uma droga ainda mais perigosa – chamada de “miau-miau”, cujos efeitos são parecidos com a mistura de ecstasy com cocaína. “Era mais barato do que o pó e me dava uma onda melhor”, explicou. Na época, ela transava com o traficante para conseguir a droga.

“Eu desaparecia de casa por dias a fio, até mesmo por duas semanas direto, e durante todo esse tempo, estava tomando miau-miau e MDMA”, disse ela. “Eu estava tomando miau-miau todos os dias. Eu mal dormia e mal comia. Eu tinha o que parecia ser um relacionamento real com estas drogas, e eu estava mentindo e roubando para obtê-las”. As coisas pioraram no Natal de 2011, quando Gordon chegou em casa “mais alta do que uma pipa” e brigou ferozmente com sua mãe, que havia descoberto seu esconderijo de maconha e dado a descarga em tudo. “Eu passei para pegar a erva que eu tinha deixado no bolso de um casaco, e ela não estava lá porque minha mãe a jogou fora. Ela tentou fingir que não tinha feito isso no começo, mas quando ela admitiu que o fez, eu perdi toda a noção. Eu quebrei tudo dentro de casa, eu a ataquei fisicamente e surtei em lágrimas.”

Sua mãe, horrorizada, imediatamente chamou seu pai, que começou a organizar a segunda ida de Emily a uma clínica de reabilitação. Ela também recebeu um ultimato de seus pais: “Ou você fica limpa, ou de sai de casa para sempre”. Isso serviu como a chamada que ela tanto precisava para se livrar do vício. Emily passou semanas em reabilitação e nunca mais olhou para trás.

Hoje, ela é incapaz de voltar ao Surrey, onde muitos de seus ex-amigos viciados em drogas ainda moram. Ela agora vive em uma cidade próxima, onde ela está concluindo o ensino médio que ela havia abandonado. Ela também é mãe de um menino chamado Freddie, que nasceu 18 meses após sua internação e, segundo ela, lhe dá uma razão para permanecer limpa. Além disso, sua relação com sua mãe está finalmente saudável. “Eu amo muito minha mãe”, disse ela, sorrindo. “Temos uma relação muito boa, e ela confia em mim agora. Não me lembro qual foi a última vez em que discutimos depois daquilo. Ela é uma avó perfeita para o meu filho, e hoje está orgulhosa de mim.”

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“Minha vida hoje é muito melhor”, ela relevou. “Gostaria que todas as pessoas viciadas em algo saibam que não estão sozinhas e ajuda não é difícil de encontrar. A vida pode ser melhor – você só tem quer fazer a mudança”.

 

Fonte: Macaco Velho

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