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29/06/2016 Natália Moraes A onda dos brechós em uma maré de crise

 

A crise está batendo na porta de todo mundo e a taxa de desemprego do País está só subiiindo...  Segundo o IBGE essa taxa cresceu para 8,5 na média do ano passado, a maior já medida pela Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). Muitos brasileiros estão começando a procurar alternativas criativas para lucrar e conseguir driblar essa crise maluca.

Mariana Landim, 25, se formou em advocacia em 2013. Logo depois ela começou a fazer parte dessa enorme porcentagem de desemprego. Nessa loucura e correria para arranjar algo para o currículo, Mariana descobriu que estava grávida e sua vida mudou completamente. Mergulhou coma cara e com coragem nos estudos e, com 9 meses de gestação fez uma prova, mas não passou. “Fiquei sem rumo. Descobri, da pior maneira possível, que no meio dessa crise econômica o desempenho, dedicação e planejamento não são o suficiente”, disse.

Mariana percebeu que o salário de começo de carreira não daria para nada. Foi aí que surgiu o plano B. “Eu queria trabalhar dentro de casa com alguma coisa que eu gostasse. Me perguntava: quem seria o louco de abrir uma empresa nessa crise?”. Com menos dinheiro circulando, o faturamento das lojas caíram e o risco que já existia ficou ainda maior.

Foi no meio dessa maré de coisas ruins que a advogada descobriu a onda dos brechós. A ideia era apenas vender algumas roupas com pouco uso para guardar uma graninha extra pro futuro. “Era para ser um bazar com roupas da família. Selecionei coisas que não usava mais e vi que tinha muita coisa guardada!”, comentou. Mariana tirou foto das peças e dedicou 80% do seu tempo para que essa ideia desse certo. “Com os posts comecei a receber pedidos, curtidas e elogios. Em uma semana organizei o bazar e as vendas foram muito além das minhas expectativas! Vi que o negócio poderia dar certo e resolvi investir nisso”, completou.

Hoje o pequeno bazar, aquele plano B de uma jovem advogada que estava doida para sair do desemprego, está dando certo. Aliás, o que era pra ser um bazar virou o “DistaccoOutlet e Brechó”. A ideia do nome é para traduzir o propósito do desapego, que é mais ou menos a tradução não literal da palavra no vocabulário italiano.As redes sociais não param de apitar, os seguidores não param de aumentar e as ideias chegam como uma bomba.

Mariana agora atende com hora marcada e ainda pretende fazer um bazar uma ou duas vezes por mês, com parceria de amigas, familiares e lojas de marca - que também disponibilizam algumas peças para venda. “É impressionante como as pessoas estão buscando novas alternativas neste momento de crise”, disse.

O DistaccoOutlet e Brechó não gosta de desperdícios! A proprietária seleciona algumas roupas e acessórios para a venda, mas o que não está em boas condições vai para a doação. Desapegar é necessário! Aquele brechó com roupas velhas e fora de moda não existe mais. “Se o brechó não der certo, isso servirá como experiência e impulso para uma nova ideia. Afinal, é preciso ter muito jogo de cintura em tempos de crise, e a criatividade é uma aliada na hora de buscar alternativas para se inserir no mercado”, completou Mariana.

 

 

 

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