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21/04/2017 Redação Até crente pega na broxa Evento conta com muitas brincadeiras apimentadas. Produtos vão de R$20 a R$3mil.
Redação
Foto: Affonso Andrade / G1

Drinks afrodisíacos, lojas com fantasias, lingerie e apetrechos, salas escuras e reservadas para brincadeiras apimentadas, palestras sobre sexualidade, shows, festas e, eventualmente, uma stripper seminua andando pelo local entre uma sessão e outra: tem de tudo na Sexy Fair, maior feira de mercado erótico do país que, até o domingo (23), acontece no Centro de Convenções SulAmérica, na Cidade Nova, Centro do Rio.

As mulheres, de todas as idades, são a maioria na feira, que também atrai muitos casais atrás de novidades para apimentar a relação.

“É uma feira de entretenimento para as pessoas virem aqui e aumentarem a libido, tem muitas brincadeiras eróticas, concurso de Miss Transex, Deusa Plus Size, e também muitos debates, como por exemplo sobre a sexualidade das pessoas com deficiência, sexualidade das pessoas transgênero, com o [deptuado federal pelo PSOL] Jean Willys, empoderamento feminino, muitas coisas”, conta Osmar Gil, idealizador e responsável pela Sexy Fair.

As brincadeiras eróticas incluem uma sala com jogo de sombras sensual, uma com tequileiros, um castelo sadomasoquista, sessões de stripper feminino e masculino (o último, com salas lotadas), espaços para massagens, um pênis mecânico gigante, uma sala onde todos entram vendados (à qual o G1 não teve acesso), entre outras.

A contabilista Lorena Gondim, de 26 anos, estava na feira nesta terça. Ela contou que veio aproveitar as brincadeiras e palestras. “Vim pensando no entretenimento, vi que ia ter uma palestra sobre orgasmos múltiplos e fiquei bem interessada, porque os produtos de sex shop eu já estou a par. Acho que para quem não está acostumado é interessante começar com uma fantasia e depois ir introduzindo os brinquedinhos”, opina ela.

A abertura da contabilista para falar é exceção. Isso porque, apesar do grande interesse do público - ingressos para sábado e domingo já estão esgotados- a maioria das pessoas abordadas pelo G1 não quis dar entrevista e afirmou acreditar que "não pegava bem" ser visto ali.

“As pessoas ainda têm muito preconceito com relação a sex shop e produto erótico. Por conta disso, têm medo que os outros pensem qual é a verdadeira intenção de ir numa feira erótica. Ainda tem essa cultura de que sex shop é um ambiente masculino, ligado à pornografia, mas a partir do momento que elas começam a visitar a feira, elas veem que há muitos casais, e começam a se acostumar, mas isso é um processo que vai levar um determinado tempo”, diz Paula Aguiar, presidente da Associação Brasileira do Mercado Erótico e Sensual (Abeme).

Ao contrário do que o senso comum costuma pressupor, Paula afirma que a maioria absoluta das compradoras são mulheres, que compram produtos para usarem com parceiros fixos. "As mulheres que compram estão em relações estáveis, não levam brinquedos para sexo casual", afirma.

No Brasil, o mercado erótico movimenta R$1 bilhão por ano e emprega cerca de 100 mil pessoas, direta e indiretamente. No Rio, há cerca de 500 pontos de vendas de produtos eróticos e o estado ocupa a 2º posição em compras online do setor no país, ficando atrás apenas de SP, de acordo com dados da Abeme.

Sucessos e novidades na feira
Os vibradores estão por todo lugar. Com inúmeros formatos e tamanhos, que vão de R$20 a R$2 mil reais, são um dos produtos mais procurados.

“O vibrador, ao contrário do que as pessoas pensam, não é pra viúva carente e nem pra solteira saliente. Isso ficou pra trás, o vibrador é pra qualidade de vida íntima, para a mulher desenvolver a feminilidade, para conhecer melhor o corpo dela, ter e dar prazer, porque quem sabe ter prazer, sabe dar”, diz Mirna Zelioli, vendedora da loja Lovetoys.

Entre as opções, há plugs anais com 10 vibrações diferentes, modelos com controle remoto, vibradores com ondulações que desenvolvem o músculo pélvico, estimuladores clitorianos, modelos que reproduzem os movimentos do sexo oral, massageadores destinados a tocar o ponto G, e, inclusive, alternativas com câmera e transmissão wi-fi.

“Ele tem seis vibrações diferente e é à prova d’água. Você pode usar ele praquela hora, aquela brincadeirinha, filmar as imagens daquele momento a dois e mandar por wi-fi pro seu computador”, conta Mirna.

Quem acha que o público evangélico pode ficar deslocado em uma feira erótica vai se surpreender. O evento conta com linhas de produtos completamente destinada aos cristãos casados que, longe do pecado, querem turbinar o sexo no casamento.

“O público evangélico acabou descobrindo a cosmética sensual como uma ajuda do relacionamento. Daí o interesse em surgir uma linha pensada para esse público, aí a gente desenvolveu todos os produtos pensados. A embalagem é mais discreta, com cheiros mais suaves. Foi uma linha que começou com alguma desconfiança, mas as pessoas entenderam o conceito, gostaram da ideia e compraram os produtos”, conta João Ribeiro, que, junto à mulher Lídia Ribeiro, idealizou a linha, que, hoje, corresponde a 25% do total de vendas da marca.

Sensação da feira, o cordão de pérola, que ficou famoso em grupos de mulheres em redes sociais, era um dos produtos mais procurados. Para quem ainda não conhece, vai uma tentativa de explicação didática que não prejudique a credibilidade e seriedade deste portal.

“Um grupo de mulheres na internet começou a divulgar essa massagem peniana com o cordão de pérolas. Você passa o óleo no cordão, passa o óleo na mão, e passa um pouquinho no pênis. Aí você vai envolvendo o cordão e faz a massagem. Na mulher também é super eficiente. É um presente maravilhoso para o namorado, marido, pro peguete, pro boy, eu tenho vendido bastante aqui”, conta a vendedora Tatiana Vianna, que vende o kit com o cordão e o gel por R$20.

Serviço:
Sexy Fair 
Data: 18 a 23 de abril de 2017
Abertura: 16h
Encerramento: 03h30
Ingressos: a partir de R$38,50

*Sob supervisão de João Ricardo Gonçalves

 

Via: G1

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