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00/00/0000 Ator vence stigmas ao atuar com Scarlett Johansson
Reprodução Google
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Acostumado a sofrer bullying, olhares assustados e comentários negativos, o britânico Adam Pearson, de 29 anos, tem notado uma reação diferente à sua presença desde que estrelou o filme Sob a Pele ao lado de Scarlett Johansson.

Para ele, o filme foi “uma experiência extremamente positiva” não só por ter saído com o e-mail pessoal da estrela. Pearson afirmou ao jornal britânico The Guardian que o filme fez um grande trabalho ao retratar um ator desfigurado.

\"Há muito medo em torno do desconhecido. Se eu puder tentar ser o mais normal possível e mostrar que não há nada a temer – seja no filme ou ao sair de casa para comprar leite no dia-a-dia -- mais pessoas verão que é normal e haverá cada vez menos estigma. Mas se eu ficar só fechado em casa me lamentando, abraçando o cachorro e chorando, nada mudará”.

Pearson foi diagnosticado com neurofibromatose aos cinco anos quando depois de bater a cabeça em uma queda, o galo não desapareceu. A doença genética rara faz com que tumores benignos cresçam em tecidos nervosos. No caso dele, a maior parte dos tumores está no rosto, mas a doença afetou também a visão e a audição do britânico.

No filme, previsto para estrear dia 15 de maio no Brasil, Scarlett vive uma alienígena que toma o corpo de uma humana e passa a viajar pela Escócia à procura de vítimas para suprir seu apetite por terráqueos. Na busca, ela acaba por encontrar o personagem de Pearson, que muda a trajetória da personagem.

Ao se deparar com o rosto desfigurado, a alien se sente confusa e passa a sentir traços humanos. Sem falar sobre as feições do homem, os dois conversam sobre ignorância e preconceito. A predadora, então, deixa a presa escapar imune e ainda elogia suas belas mãos. 

“Uma das maiores razões pelas quais eu aceitei o papel foi pelo filme ser tão tocante e honesto”, afirma o novo ator. “Para mim o longa trata de como o mundo é sem conhecimento ou preconceitos. Sobre ver o mundo com olhos alienígenas.”

\"Adam

Para ele, a mídia muitas vezes reforça a visão preconceituosa que as pessoas têm de deformidades. Por vezes usadas para caracterizar vilões em filmes, como Blofeld, do James Bond, ou até mesmo Scar, do Rei Leão. Além disso, Pearson critica que seja usada tanta maquiagem e efeitos especiais para retratar personagens com deformidades.

“Em um mundo ideal, atores com imperfeições fariam os papéis dos personagens que tivessem imperfeições. Em vez disso, diretores preferem escolher atores ‘normais’ e usar próteses. Se eles escolhessem Adam Sandler e o maquiassem para interpretar Nelson Mandela, por exemplo, haveria uma grande revolta, mas com cicatrizes e coisas assim, as pessoas não se importam.”

Padrões de beleza

Ele é engajado há anos na causa de dar mais visibilidade às pessoas desfiguradas e é representante da organização Changing Faces, que o ajudou a lidar com sua doença. Antes de atuar no filme, Pearson apresentou a série documental Beauty And The Beast: The Ugly Face Of Prejudice (Beleza e a Fera: a feia face do preconceito), que questiona padrões de beleza.

“Eu li em algum lugar que 9 entre 10 mulheres não gostam de sua aparência e eu acho que isso é por que elas estão se comparando com imagens tratadas que vêem em revistas femininas. Acho que fizemos um grande desserviço à beleza ao quantificá-la.\"

Fonte: Época 

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