Esporte Paralimpíada
09/09/2016 Mateus Fraga Autoflagelação é um tipo de doping na Paralimpíada Choques elétricos, feridas sangrentas, bloqueio da sonda urinária para relaxar a bexiga, botas muito apertadas nos membros inferiores, torção dos testículos e fratura do dedão do pé são algumas práticas

O "boosting" é praticado por atletas com lesões na coluna. Além da paralisia e da perda dos sentidos nos membros inferiores, estas pessoas sofrem também com problemas de pressão arterial e de arritmia cardíaca. Como consequência, durante um esforço violento, os cadeirantes não têm aumentada sua frequência cardíaca, uma necessidade do corpo em plena atividade física, o que diminui o rendimento e aumenta o cansaço, assim como a capacidade de realizar esforço por período prolongado.

Por isso, alguns desses atletas tentam compensar essas desvantagens autoflagelando os membros insensíveis, nos quais não sentem qualquer tipo de dor, para aumentar a pressão sanguínea, melhorar o aporte de sangue aos músculos e, por consequência, obter melhor rendimento esportivo. Choques elétricos, feridas sangrentas, bloqueio da sonda urinária para relaxar a bexiga, botas muito apertadas nos membros inferiores, torção dos testículos, fratura do dedão do pé... Com o "boosting", o catálogo de horrores parece não ter fim.

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