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00/00/0000 Azeite: prazer aliado a bem-estar
Sarah de Magalhães
Sarah de Magalhães

O azeite é praticamente obrigatório para quem cultiva uma alimentação saudável. Além de tudo, é um delicioso reforço na gastronomia por agradar tão bem ao nosso paladar. E mais, ele torna-se versátil à harmonização de diferentes pratos quando aromatizado com ervas

Com a presença de antioxidantes e gorduras monoinsaturadas, os ganhos para quem consome o azeite de oliva vão desde a saúde cardiovascular à proteção do cérebro e dos ossos. Ele ainda combate a diabetes e ajuda no emagrecimento. Prevalecem nas prateleiras dos supermercados os azeites de origem espanhola e portuguesa. Além dos fabricados em outros países da região do Mediterrâneo e no Chile, tem a produção canarinho: da região sul vem o “Olivas do Sul” e um pouquinho mais acima no mapa do Brasil, em Minas Gerais, houve a “ousadia agrícola” de plantar oliveiras, atendendo apenas ao mercado regional em forma de cooperativa.

O azeite mais indicado para servir na boa mesa é o extravirgem, por ser o mais natural e rico em vitaminas. Com destaque para a “E” e o Ômega 3, ele é ideal para ser servido frio nos pratos. Avançando na harmonização dos alimentos, você deve escolher o azeite que melhor atenda a seu paladar. Além do extravirgem, que possui acidez não superior a 1%, a segunda opção seria um azeite virgem, com acidez não superior a 2%.

Mitos de que o azeite mais caro é o melhor não colam, é uma questão de preferência individual mesmo. “Eu costumo optar pelos chilenos porque o sabor é menos picante e menos amargo”, diz Francisco Leal, 64 anos, um dos sócios da Dona Osmá, que produz azeites aromatizados artesanais.

Na hora de escolher o azeite que mais combina com seu gosto, deve ser levada em conta a região onde foram colhidas as azeitonas e sua filtragem. E os atributos sensoriais importantes para classificação da qualidade do mesmo devem levar em consideração se é amendoado, frutado, amargo, doce, bem como sua densidade, fragrância e picância.

O segundo sócio da Dona Osmá Azeites Aromatizados, Isaac Noleto, 31 anos, que há um ano vem comercializando azeites aromatizados nas feiras gastronômicas pelo DF e proximidades, conta que, por bel prazer, começou a pesquisar e a elaborar aromatização com ervas até que chegou a um ponto em que decidiu comercializá-los.

Ele afirma que sempre haverá invenções e inovações na infusão de ervas em azeites, e apresenta seu trabalho, que é todo artesanal, começando pela esterilização das garrafas, tratamento das ervas até para deixá-las curtindo nos azeites. Ele resolveu disponibilizar para o público oito qualidades diferentes, bem como suas mais apropriadas harmonizações. O “Alho e Alecrim” é um azeite leve com combinação bastante aromática e ideal para ser regado em carnes brancas, massas e pão. Já o “Limão Siciliano”, por ser cítrico e de fundo picante, cai muito bem em peixes e saladas; para servir em risotos, massas e queijos, o chef recomenda o “Fungui Secchi”.

Para servir em carnes brancas, vermelhas e massas, a pedida do azeiteiro é o de “Manjericão”. O carro-chefe da casa é o “Quatro Ervas”. Considerado o curinga, por cair bem em qualquer prato, é uma combinação de alecrim, manjericão, sálvia, tomilho, alho, cebola desidratada e pimenta calabresa.

Outra combinação que pode servir massas e carnes, de acordo com a preferência individual, é o “Alho e Orégano”. Quanto ao de “Pimenta”, Isaac explica que, devido à alta picância, é ideal para deixar marinando as carnes, que, após preparadas, ganham um final picante no sabor. Mas se você é amante das pimentas pode servir direto no prato.

Por fim, a combinação de fava de baunilha, cravo, canela e anis estrelado gera o azeite de “Especiarias”, que é para ser servido em sobremesas.

Apesar das delícias servidas à mesa e seus benefícios à saúde, os especialistas recomendam o consumo de até duas colheres de sopa por dia, senão pode provocar o efeito oposto e gerar uns quilinhos a mais.

 

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