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31/08/2017 Redação Baixa umidade do ar atinge Brasília Conjuntivite e olho seco são comuns nesta época do ano

Três meses sem chuva, Brasília já registra aumento de temperatura e picos de umidade do ar abaixo de 10%. O índice ideal é de 60%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), sendo que níveis entre 12% e 20% representam uma situação de alerta. E o cenário deve continuar. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), não há previsão de chuva até a segunda quinzena de setembro. 

 

A baixa umidade do ar pode causar desconforto na garganta, nariz e olhos. De acordo com o oftalmologista Eduardo Rocha, diretor médico do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), a estiagem pode acarretar ardência, vermelhidão e sensação de areia nos olhos. Uma das medidas paliativas para a irritação ocular é o uso dos colírios lubrificantes, popularmente chamados de lágrimas artificiais, que oferecem alívio nestas situações, principalmente para aquelas pessoas que ficam expostas à fumaça, poeira ou até mesmo ao ar condicionado por longos períodos. No entanto, a utilização desses colírios exige cuidados, já que algumas marcas possuem conservantes em sua fórmula, como o cloreto de benzalcônio, que não podem ser aplicados indiscriminadamente. “O ideal é a utilização de colírios sem conservantes, que agridem menos a superfície ocular e podem ser utilizados mais vezes ao dia, ou géis oculares, que protegem por mais tempo”, orienta o médico. 

 

Outro problema comum nessa época é a conjuntivite, uma inflamação da membrana que recobre a superfície ocular (a conjuntiva). Suas causas mais frequentes são vírus (em primeiro lugar), depois as alergias e bactérias. O processo de cura da conjuntivite viral é demorado e exige cuidados. O vírus tem um ciclo próprio, normalmente de sete a quatorze dias e o tratamento busca aliviar os sintomas até que esse ciclo tenha fim, como aplicar compressa de água gelada, higienizar os olhos com soro fisiológico e, eventualmente, a indicação de colírios de lágrima artificial”, explica o dr. EduardoEle acrescenta que, dependendo do tipo de vírus, pode surgir ainda uma membrana interna nas pálpebras, configurando a fase aguda da infecção. “Essa membrana precisa ser retirada para que o processo de cura seja mais rápido”, ressalta. Nestes casos, o oftalmologista vai avaliar a necessidade de prescrever colírios anti-inflamatórios.  

 

Eduardo Rocha alerta, entretanto, que ao sentir ardência e vermelhidão nos olhos deve-se procurar primeiro o oftalmologista para uma avaliação de superfície ocular e das pálpebras. “Às vezes o paciente acha que está com o olho seco e na verdade ele desenvolveu uma alergia ou possui uma inflamação, como a blefarite (inflamação nas bordas das pálpebras) ou a meibomite (inflamação semelhante a um terçol). Por isso, a qualquer sinal de desconforto, é importante visitar o oftalmologista, já que apenas um especialista pode fazer o diagnóstico correto e receitar o tratamento adequado”, conclui o médico.

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