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22/07/2020 Redação Brincar com animais de estimação melhora o espírito e a saúde Adoções de pets aumentaram durante o isolamento social; companhia de animais é positiva contra a solidão e os males físicos

Há dois anos, a produtora de moda Maria do Carmo Lombardi foi atropelada. O acidente resultou em uma fratura na coluna, que a impediu de andar e se movimentar normalmente. Quem a consolou na situação foi seu cachorro. Especialmente durante a pandemia, os animais de estimação ganharam um espaço ainda maior em nossas casas e em nossos corações.

Observando o aumento de adoções de animais nos últimos meses, a American Heart Association (AHA) estimula as pessoas a conviver com bichos à medida que suas rotinas mudam na quarentena. Já que o contato com outras pessoas é limitado, os pets podem suprir parte desse apoio emocional e mental ausente.

Maria do Carmo conta que, desde o acidente, o pet tornou-se seu cão de suporte emocional. Ela ficou três meses de cama, sem poder sentar. “Ele já tinha uma conexão comigo e ficou ainda mais próximo”, afirma. “Desenvolveu até uma ansiedade, porque saí para andar de bicicleta e só voltei oito dias depois. Ele tem pavor que eu suma de novo, ainda mais por ter ficado tanto tempo comigo no quarto.”

Segundo ela, a pandemia remeteu ao atropelamento, já que novamente teve de ficar muito tempo em casa. “Ele era meu parceirão –era não, ele é. A companhia dele foi minha salvação nessa situação toda. Se não fosse ele, teria sido um milhão de vezes pior. Ele me ajudou muito, muito. Ele preenche vazio. Bicho só dá amor, né?”

Mas não é só isso: veja outras vantagens de ter animais em casa, comprovadas por pesquisadores:


– Melhora a saúde cardiovascular: um estudo constatou o efeito benéfico dos cachorros para o coração, a saúde cardiovascular e o bem-estar geral, já que proprietários de pets demonstraram se exercitar mais, alimentar-se melhor e pesar menos.

– Donos vivem mais e melhor: ter um cão em casa pode diminuir a pressão arterial, o estresse e o colesterol, além de combater o isolamento social e melhorar a saúde mental. Além disso, pode reduzir o risco de morte prematura por qualquer causa. Outra pesquisa também citou uma expectativa de vida maior, especialmente para quem vive sozinho.

– Ajuda na imunidade: documento sobre a covid-19, produzido pelo Laboratório de Etologia Canina (Leca) e endossado por mais de 60 pesquisadores, aponta melhora da imunidade humana a partir do convívio com bichos.

– Ajuda crianças com autismo: pós-doutorado do Instituto de Psicologia da Univerdade de São Paulo (Ipusp) verifica benefícios da Terapia Assistida por Animais (TAA) nesse tipo de tratamento.

– Reduz a depressão: psiquiatras da Clínica Médico-Psiquiátrica da Ordem, em Porto (Portugal), concluíram que os pets podem amenizar sintomas como tristeza profunda. É o que também diz a Nami (National Alliance on Mental Illness), citando também a melhora de quadros de estresse e ansiedade.

– Incentiva atividades físicas: donos costumam levar os bichinhos para passear diariamente e o resultado disso é positivo para a saúde.

– Promove prazer e bem-estar: considerada o “hormônio do amor”, a ocitocina está ligada a grávidas e parturientes. Segundo estudos da Universidade de Azabu, no Japão, picos de ocitocina são produzidos quando há contato “olhos nos olhos” entre cães e donos, gerando bem-estar e prazer.

– Ameniza o estresse: uma pesquisa feita com estudantes demonstrou que brincar com cães por um tempo pode aliviar tensões por até 10 horas, elevando a sensação de felicidade. Um estudo sueco, por sua vez, constatou que acariciar cães por poucos minutos reduz os níveis de cortisol dos donos. O cortisol é um hormônio que, quando bem equilibrado, controla o estresse e inflamações, além de elevar a imunidade.


Companhia durante o luto

A fotógrafa Ana Luísa Grosso perdeu sua mãe durante a pandemia. Hoje, ela mora sozinha com os pets que já tinham em casa –a gata Mitzi e a cadela Sapeca.

Crédito: Reprodução/InstagramOs animais de estimação da fotógrafa Ana Luísa Grosso

“Ter bichos na casa me faz ficar mais alegre”, explica a fotógrafa. “Eu acordo cedo com minha cachorra me acordando, querendo comida.” Ela conta que Mitzi passava mais tempo com sua mãe, mas que, agora, também se aproximou mais.

“Eu gosto de ficar sozinha, mas os bichos realmente ajudam a gente a viver melhor”, conclui Ana Luísa.

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