Destaque Pepper Brasília
05/02/2018 Redação CHRIS RAINER EM BRASÍLIA Aclamado fotógrafo da National Geographic encontra o público para um talk no Casa Thomas Jefferson Hall

O espírito mundano e curioso marca a essência de Chris Rainier. Reconhecido mundialmente pelo trabalho documental sobre culturas ameaçadas e autor de livros como Keepers do the Spirit (1993), Where Masks Still Dance (1996) e Ancient Marks: The Sacred Origins of Tattoos and Body Markings (2004), Rainier percebeu bem cedo que a fotografia seria para ele um passaporte para conhecer, registrar e entender o mundo. A partir daí, foi natural constatar que a máquina fotográfica seria um instrumento. Com ela em punho seria possível contribuir para que os outros também pudessem ver e entender a humanidade. “Estamos em uma encruzilhada da história humana. Culturas tradicionais, costumes e crenças estão se perdendo catastroficamente. Acredito que a fotografia desempenha um papel crucial para ajudar a salvar e revitalizar esse patrimônio”, alerta. No dia6 de fevereiro, a National Geographic Learning e a Casa Thomas Jefferson trazem Rainier à capital para compartilhar seu trabalho e experiência em um talk aberto ao público, às 20h, no Casa Thomas Jefferson Hall (SEPS 706/906). 

Chris Rainier nasceu na África do Sul, cresceu na Austrália, na Europa e nas praias californianas, nos Estados Unidos. Profissionalmente, rodou o planeta com seu trabalho documental e focou sua lente em sociedades ameaçadas ao redor do globo, além de áreas selvagens de alto risco, para lançar luz e para contar histórias sobre o poder da diversidade cultural e capacitação para todo ser humano. O fotógrafo é membro da National Geographic Society e foi premiado com o Lowell Thomas, prêmio concedido pelo Explorers Club, por seus esforços de preservação cultural. Em 2015, foi eleito membro da Royal Geographic Society de Londres. Rainier é diretor da Fundação dos Santuários Culturais, um programa global focado na preservação da Biodiversidade e do Patrimônio Cultural que é apoiado por inúmeras organizações, incluindo a ONU. 

Rodando o Mundo

Viajando pelos sete continentes em extensas expedições, a fotografia de Rainier ilustrou publicações reconhecidas. Time, LifeSmithsonianNew York TimesOutside e National Geographic, são algumas. Seu trabalho documenta a cultura, os conflitos globais, a fome e a guerra em lugares como Somália, Sarajevo/Bósnia, Sudão, Etiópia, Camboja e Iraque. “Por causa do trabalho do meu pai, minha família viajou muito. Na África e Austrália, visitávamos povos indígenas. No início, minha câmera registrava a beleza e a maravilha desses países distantes. Mas percebi que muitas dessas culturas foram confrontadas com problemas que eu não poderia ignorar. Então, precocemente, entendi que as coisas não eram como se estivessem representadas em revistas de viagem”, observa Chris. 

Na década de 1990, Rainier passou mais de uma década documentando as tribos restantes de Nova Guiné, incursão registrada no premiado livro e na exposição Where Masks Still Dance. No começo da carreira, ainda nos anos de 1980, foi o último assistente de Ansel Adams, notável fotógrafo que, com a fotografia, ajudou a preservar áreas selvagens ameaçadas e Parques Nacionais. 

Rainier ministra palestras em seminários, workshops e conferências em instituições e empresas como a TED Global, o The Aspen Institute IDEAS Festival, e também na The United Nations e Qatar FoundationThe EG ConferenceGoogleApple e Nokia. O tema? O uso da tecnologia moderna para preservar tradições culturais antigas. O fotógrafo é diretor do Programa de Tecnologia da Last Mile, que apoia culturas sub-representadas e indígenas com redes sociais modernas, computadores, câmeras e equipamentos de vídeo.“Trabalhamos para empoderar a história cultural, a arte, a música, e o conhecimento tradicional desses povos. Buscamos soluções globais para as questões urgentes do planeta no século XXI”, acrescenta. 

Além disso, o fotógrafo está criando um arquivo digital global das línguas e do conhecimento cultural mais ameaçados do mundo. A fotografia e os livros de Rainier estão na coletânea de museus ao redor do mundo, incluindo o Museu Australiano em Sydney, a Bibliothèque Nationale em Paris, o Centro Internacional de Fotografia em Nova York, o Museu Internacional George Eastman House em Rochester, Nova York, a National Geographic Society, e as Nações Unidas. 

PROGRAME-SE

Talk com Chris Rainier: Documentando a Diversidade Cultural do Planeta no Século XXI

Quando: 6 de fevereiro, às 20h

Local: CTJ Hall – Casa Thomas Jefferson - unidade 706/906 Sul

Entrada livre e gratuita

Mais informações para o públicohttp://thomas.org.br/eventos/

DEIXE UM COMENTÁRIO
TAGS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS