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00/00/0000 Cinema alemão chega a Brasília na mostra Achtung!
Cena do filme Acima do peso (2012)
Cena do filme Acima do peso (2012)

Não interessa a magnitude de investimento — que pode ser do mainstream ao que os alemães chamam de mumblecore (fitas independentes, viabilizadas até por crowdfunding) —, o que a mostra Achtung! Filmes de Berlim, a partir de hoje, no Cine Brasília, pretende é difundir a moderna onda de filmes feitos em Berlim. Até existem títulos tensos, entre os quais A gatinha esquisita (quinta, às 21h), com uma família acobertando situações extremas de infelicidade, e A invisível (de Christian Schwochow) — , às 21h de amanhã, em que uma atriz perde a personalidade em prol da profissão, mas o tom recorrente nos filmes selecionados vai para outro lado: preza uma leveza cômica.

Considerado a melhor descoberta europeia, em 2013, pelo prêmio European Film, o diretor Jan Ole Gerster comanda Oh Boy, a ser exibido hoje, às 19h. Vencedor do prêmio Bambi, pela revelação do ator Tom Schilling, o filme mostra um rapaz afundado em caos que vai da mesada cortada ao vizinho problemático e que lhe tem em inesperada alta conta. Com sessões também às 17h (apenas no sábado e domingo), a mostra contempla títulos muito divertidos, como:

Acima do peso (a ser mostrado amanhã, às 19h).
A fita é uma libertária e bizarra comédia (com quê à la Jacques Tati), extremamente bem atuada, e que marca a primeira investida de Axel Ranisch nas telas, colocando um protagonista enrustido às vias de assumir o romance com o cuidador da mãe dele. Em inglês, Acima do peso foi chamado de Garotas pesadas. Outro filme forte é Corra se puder (quinta, às 19h). Nele, antes do recente sucesso dele 14 estações de Maria, exibido recentemente no circuito comercial brasileiro, o diretor Dietrich Brügmann coloca a irmã Anna (na vida real) disputada por dois jovens e inseguros rapazes (um deles cadeirante). 

Três perguntas // Hajo Schäfer

Como tem sido o estímulo governamental à produção de filmes na Alemanha?

Não são apenas os teores artísticos que levam ao estímulo. Nas últimas duas décadas, Berlim (e claro, a Alemanha) tem apostado nas produções pelo real retorno econômico. O Fundo Nacional de Investimento promove produtos alemães e administra anualmente 60 milhões de euros, em termos de coproduções. Ainda mais, um fundo regional injeta 20 milhões de euros em audiovisual local. Em termos anuais, a região cria uma plataforma de investimentos da ordem de 4,2 bilhões de euros.

A economia nos trilhos revigora bilheterias?

O consumo de bens imediatos é reflexo do bom funcionamento da economia alemã. Claro que há maior frequência nas salas de cinema. Mas, grosso modo, os alemães optam pelos filmes do mainstream do que nos filmes de arte.

Como chegaram à seleção que será apresentada no Cine Brasília?

Dois curadores respondem pela seleção: Sebastian Brose e eu. Um apanhado geral foi nossa linha mestra de ação. Optamos por mostrar títulos com amplo apoio de produção bem como fitas de baixo orçamento. A cidade de Berlim está em primeiro plano, em todos. A vida, como é sentida, e a estrutura urbana mantém diálogo. Vemos ruas, bares, esquinas, clubes e típicos apartamentos de Berlim. O desafio de perspectivas múltiplas, para os diretores, vem como desafio.

Confira a programação completa:


Terça (26/5)
19h - Oh Boy, 90 min

Quarta (27/5)
19h - Acima do peso, 77 min
21h - A invisível, 113 min

Quinta (28/5)
19h - Corra se puder, 112 min
21h A gatinha esquisita, 72 min

Sexta (29/5)
19h - Jack, 102 min
21h - Oh Boy, 90 min

Sábado (30/5)
17h - A invisível, 113 min
19h - Love Steaks, 89 min
21h - Jack, 102 min

Domingo (31/5)
17h - Acima do peso, 77 min
19h - A gatinha esquisita, 72 min
21h - Love Steaks, 89 min

 

Fonte: Correio Braziliense

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