Lifestyle Bem Estar
12/03/2018 Redação Cirurgia a laser é mais eficiente contra o cálculo renal Saiba como funciona o procedimento. Urologista esclarece os sintomas e cuidados pós-cirúrgicos

Dieta rica em proteína, sódio, açúcar e pouca ingestão de água são algumas das causas da formação do cálculo renal, conhecido popularmente como pedra nos rins. O cálculo é uma massa formada por pequenos cristais que se aglutinam formando pedras e pode aparecer em qualquer órgão do trato urinário. Isso ocorre quando a urina possui uma quantidade elevada de certas substâncias, como cálcio, oxalato e ácido úrico, ou quando há uma redução nas substâncias que impedem a aglomeração dos cristais. 

Os cálculos se dividem em 4 tipos e podem acometer homens e mulheres, sendo mais recorrente nos indivíduos do sexo masculino. De acordo com uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), cerca de 8% da população brasileira será acometida pela doença ao longo de sua vida. O fator de risco mais comum é a hereditariedade. 

Para identificar a presença do cálculo é importante ficar atento aos sintomas. Quando estão nos rins e são pequenos, geralmente não causam nenhum incômodo. Mas as cólicas renais aparecem quando precedem a expulsão da pedra pelo trato urinário, já que muitas vezes elas acabam obstruindo os canais que levam a urina até a bexiga, impedindo o funcionamento normal do órgão e dilatando todo o sistema renal. Durante o processo de eliminação, pode aparecer uma lombalgia intensa (classificada como uma das maiores dores que o ser humano possa ter), ardência e mudança no padrão urinário, sangramento no xixi, diarreias, dor testicular ou vulvar e até febre, em casos extremos. “Esses sintomas ocorrem quando há uma obstrução completa do canal, mais comum em cálculos maiores que 5-6mm. Felizmente 80% dos casos de urgências são com pedras menores que esse tamanho e facilmente eliminadas. Porém, caso haja necessidade de intervenção cirúrgica, a medicina moderna evoluiu exponencialmente nesta área”, explica o urologista do Hospital Santa Joana Recife, Dr. Guilherme Maia. 

Quando a pedra possui mais de 6mm ou quando o paciente não consegue expulsá-la, a cirurgia passa a ser o procedimento indicado. A cirurgia endoscópica para pedras nos rins a laser é o método menos invasivo e mais rápido. “O que antes se fazia com grandes cortes na lateral do abdômen para remoção do cálculo, hoje é realizado sem cortes e com fibra a laser para fragmentá-los”, esclarece Dr. Guilherme. Dessa forma há uma recuperação super precoce e um internamento hospitalar de menos de 24h. 

Por ser extremamente precisa, a cirurgia não causa danos aos tecidos vizinhos e a chance do laser não acertar a pedra é mínimo, além de ser indolor devido à anestesia geral. A mudança no hábito nutricional é essencial para evitar novos episódios. “No pós-cirúrgico é importante beber bastante água para evitar a formação de novos cálculos e manter uma alimentação leve, sem industrializados e com pouca ingestão de sal”, finaliza o urologista Guilherme Maia.

DEIXE UM COMENTÁRIO
TAGS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS