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00/00/0000 Comendo com R$ 50 na feirinha de food truck e a onda da gourmetização

Amada e criticada, a gourmetização tem nos food trucks seu maior expoente ao celebrar a comida de rua como algo sofisticado. Carrinhos de lanche e feirinhas de comidas são velhas conhecidas dos brasileiros, mas a recente febre norte-americana traz os chefs das grandes cozinhas para as calçadas, tomando conta dos espaços urbanos, reinventado receitas familiares.

Papo extenso e explorado. A alimentação deixou de ser apenas uma necessidade fisiológica, ganhando status de arte. Prova disso é a proliferação de programas gastronômicos ao estilo “MasterChef” e eventos Brasil afora, como o Parada Truck, que rolou há pouco tempo em Curitiba, na Pedreira Paulo Leminski – um dos pontos turísticos da capital paranaense – que durante três dias reuniu cerca de 30 food trucks e mais de 23 mil pessoas, que pagaram entre R$ 6 e R$ 12 para conferir de perto essa miscelânea de sabores.

Com pratos variando de R$ 5 a R$ 35, com certeza era possível encontrar alguma opção que lhe agradasse. Sanduíches como carro chefe, a variedade ia desde o tradicional hambúrguer, queijo e bacon, até o extravagante hot dog de carne de onça – iguaria tradicional da região preparada com carne moída crua. Na rabeira dos trucks, as food bikes traziam variações interessantes com doces etílicos, sucos detox e comida judaica – apresentando a culinária kosher – para aqueles que queriam fugir das “gordices” tradicionais. Também saindo pela tangente, a apresentadora Bela Gil, uma das paladinas da culinária saudável, levou suas receitas para o evento e defendeu uma comida de rua mais natural.

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Evento reuniu 23 mil pessoas (Foto: Yuri Alhanati)

Se para alguns os valores salgavam o paladar, para outros era uma oportunidade de celebrar a boa comida num ambiente seguro e agradável. Prova disso foi o enorme público do piquenique a céu aberto que, consequentemente, atraiu filas, muitas filas. O que poderia ser um problema para uns, para outros pagantes era um mero contratempo inerente ao sucesso do evento, afinal, não há pressa no fim de semana.

Oportunidade de expor uma receita nova, divulgar a marca ou apenas fazer uma renda extra, as motivações dos expositores eram diversas, trazendo a culinária para clientes igualmente diversificados, que buscam nas feiras gastronômicas sabores novos ou velhos conhecidos, uma oportunidade de reunir a família e os amigos, além de um programa diferente.

Independente da nova “roupagem”, mudando nomes, sabores e valores, a essência da “gastronomia do asfalto” ainda continua a mesma. Feira virou piquenique, carrinho é food truck e comida de rua agora é gourmet. Velhos conhecidos, batismo diferente.

 

Fonte: Pop Trash

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