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00/00/0000 Cultura hip hop invade o Conic neste sábado
Fotos: Osny Pereira/ Aggressive Projects/Divulgação
Fotos: Osny Pereira/ Aggressive Projects/Divulgação

Roupas largas, bonés de aba reta e muita música influenciada pela cultura negra. Uma cena comum no primeiro sábado de cada mês chama a atenção de quem passa pelo Conic, conhecido berço cultural de Brasília. Centenas de pessoas adeptas do hip hop se encontram para dançar, conversar e “trocar ideias”. Com quase 25 anos de tradição, o Encontro de B-boys e B-girls reúne moradores de várias regiões da capital federal que fazem parte dos quatro elementos do gênero cultural: dançarinos - conhecidos como breakers -, grafiteiros, DJs e MC’s.

O movimento começou nas ruas de Ceilândia, em meados de 1989, mas logo depois foi transferido para a plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto. Em seguida, conseguiram um espaço dentro do centro comercial, onde permanecem até hoje. De acordo com um dos atuais organizadores, Riva Alibi, 45 anos, a geração que estava à frente na época não tinha nenhuma pretensão de que o evento alcançasse grandes proporções. Mais de 20 anos depois, os encontros chegam a reunir cerca de 500 pessoas. “A gente viu a força dessa cultura”, orgulha-se.

O Conic é um local conhecido pelos brasilienses, principalmente por ser um lugar de encontro de várias tribos e gêneros. No evento, não há restrições. Crianças, jovens e adultos marcam presença. E não para por aí. Segundo o organizador, que também é grafiteiro e rapper conhecido no cenário, outros grupos, como skatistas e rockeiros, também se unem aos adeptos do hip hop.

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Competições

O Encontro de B-boys e B-girls não recebe apoio de nenhum órgão ou programa de fomento à cultura, é tudo com base no trabalho conjunto entre os participantes. “O encontro só acontece pelo incentivo dos próprios artistas”, afirma Riva Alves. O reconhecimento permitiu que o evento fosse palco de importantes eliminatórias de campeonatos mundiais de dança.

O breaker Ronan Rodrigues, 26 anos, é frequentador há mais de dez anos. Integrante do grupo Zulu Breakers, ele se orgulha por fazer parte do movimento. “É um encontro que reúne pessoas diferentes que vão até lá para trocar experiências e, posteriormente, levar à suas cidades o que extraem de melhor”, afirma.

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Mudanças

Definido como “uma expressão artística de cunho social que tem poder de transformar opiniões, vândalos em artistas, destruição em consciência coletiva, depreciação em autoestima, violência em paz”, o Zulu Breakers está ativo nas ruas da cidade desde 1988 e foi um dos primeiros grupos do gênero na capital.

O objetivo do Encontro de B-boys e B-girls não é apenas promover socialização entre os participantes. Para o organizador Riva Alibi, o segmento influencia o resgate de jovens que antes estavam nas ruas e, agora, estão envolvidos em um movimento cultural.

Serviço

O evento acontece uma vez por mês na praça central do Conic, próximo à Rodoviária do Plano Piloto. O próximo encontro está marcado para este sábado (6), a partir das 14h.

Fonte: Jornal de Brasília

 

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