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00/00/0000 Dia Nacional do Choro é comemorado com forte representação na capital

O saxofonista Carlito Gomes, 91 anos, gravou Pixinguinha no disco que lançou recentemente. O bandolinista Ian Coury, 12 anos, sempre toca icônico instrumentista na roda de choro que comanda num café, na 108 Norte. Eles têm em comum o fato de serem ex-alunos da Escola Brasileira de Choro Raphael Rabelo. Ambos, admiradores do genial músico e compositor carioca.

Criado no século 19 pelo flautista Joaquim Antônio da Silva Calado, o choro é tido, historicamente, como a primeira música popular urbana típica do Brasil. Foi Calado quem, pela primeira vez, grafou a expressão no local destinado ao gênero em uma de suas partituras — a da polca Flor amorosa —, popularizada por Chiquinha Gonzaga. Nesse processo, outro nome importante é o de Ernesto Nazareth, autor de Odeon.

Mas foi Pixinguinha, saxofonista, flautista e arranjador, quem contribuiu diretamente para que o choro encontrasse uma forma musical definitiva, já no século 20, mais precisamente em 1919, quando formou o Oito Batutas, que contava, entre outros, com Donga e João Pernambuco nos violões. Não por acaso, portanto, a data escolhida para celebrar o Dia Nacional do Choro, 23 de abril, é a mesma do nascimento do criador dos clássicos Carinhoso e Rosa.]

Festa da música

O Dia Nacional do Choro será comemorado amanhã, das 19h às 21h, no Espaço Cultural do Choro (Eixo Monumental, ao lado do Centro de Convenções Ulysses Guimarães), com uma grande roda de choro, inteiramente dedicada à obra de Pixinguinha. Os alunos da Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello interpretarão clássicos compostos pelo mestre. Os ingressos custam R$ 20 e R$ 10 (meia). Não recomendado para menores de 14 anos. Informações: 3224-0599.

Fonte: Correio Braziliense 

 

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