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18/11/2017 Redação Doenças pós-câncer de próstata: Disfunção erétil e Incontinência urinária Os problemas estão relacionados a “sequelas” depois do tratamento do câncer

Um dos temores dos homens em relação ao câncer de próstata são as consequências que podem surgir depois do tratamento da doença. É que após a cirurgia de prostatectomia ou radioterapia, os pacientes podem passar a sofrer com disfunção erétil, incontinência urinária, encurtamento do pênis e diminuição da libido. 

Segundo o andrologista Filipe Tenório, da Clínica Andros Recife e do IMIP, a disfunção erétil, também conhecida como impotência sexual, pode ocorrer antes ou depois do tratamento. “Antes acontece porque só o fato de descobrir a doença já o deixa abalado psicologicamente, ansioso e preocupado, o que influencia na ereção”, afirma. Após o tratamento, normalmente acontece depois da cirurgia de prostatectomia radical. “Durante o procedimento quando o médico retira a próstata, ele pode retirar os nervos da ereção que ficam muito próximos ao órgão. Com a cirurgia robótica as chances de isso acontecer são bem menores, pois com o robô é possível preservar os nervos”, explica Tenório. A radioterapia também pode causar disfunção erétil a longo prazo. “É que ela mata as células nervosas, as células da artéria e pode matar células do próprio pênis, levando à impotência depois de alguns anos”, diz. 

Quem faz tratamento com algum tipo de hormônio também pode desenvolver o problema. “Eles bloqueiam a ação e às vezes inibem a produção da testosterona, que é essencial para a ereção”, completa. Esse bloqueio também pode causar a diminuição da libido, pois sem testosterona não é possível ter libido. 

Já a incontinência urinária surge em cerca de 5% dos pacientes após a prostatectomia. “Durante a cirurgia, o médico mexe no mecanismo de continência da próstata. E quando se retira a próstata por completo, o risco pode ser ainda maior. Além disso, quando ela é retirada por completo, causa uma lesão no músculo esfíncter urinário e assim o paciente não consegue mais prender a urina”, esclarece Filipe Tenório ressaltando que com a cirurgia robótica hoje é raro que o quadro aconteça. 

Outro problema que está relacionado ao pós-câncer de próstata é o encurtamento do pênis. “Não sabemos exatamente por que alguns pacientes depois da cirurgia, e às vezes radioterapia, percebem a diminuição de 1 ou 2 cm no tamanho do órgão. Talvez algumas células do pênis morram, ou a tração que a cirurgia causa nele possa influenciar a condição”, revela o andrologista. 

Filipe Tenório alerta que todos esses efeitos colaterais podem ser tratados e praticamente todos os casos são curáveis. “Durante o período pós-operatório o paciente se recupera gradualmente com o passar do tempo. Nos casos onde não haja recuperação normal, é possível realizar tratamentos específicos com medicação e até cirurgias”, finaliza o médico.

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