Destaque Entrevistas
16/12/2015 Natália Moraes Empresário e sua versão brasileiríssima

Paulo de Oliveira Paim, 31, é formado em administração e Gestão de Negócios Internacionais. Tem mestrado internacional de Liderança Institucional e, atualmente, é sócio-proprietário do bar Versão Brasileira. O entretenimento e a vida boêmia estão tomando conta da cidade. Jovens de todas as idades procuram lugares diferentes para a diversão diária. Quem não gosta de tomar um chopp depois do expediente? E isso melhora quando tem uma música boa e atendimento de primeira. Foi nessa visão que Paulo, Paulinho para os amigos, viu uma oportunidade de negócio.

Há 2 anos e meio, está tocando o VB com excelência, com a casa sempre lotada. Pegou o negócio quase falindo, mas com sua visão empreendedora deu a volta por cima no mercado. Sua cabeça, sempre com ideias inovadoras, está a mil com novos projetos e com o sucesso do bar.

Paulo recebeu a Revista Pepper para uma conversa construtiva e descontraída, no meio de clientes sorrindo e dançando. Confira!

Revista Pepper: O que você fez logo depois de se formar?

Paulo Paim: Depois que eu me formei, eu fui morar nos Estados Unidos. Fiquei lá durante 4 anos fazendo um mestrado em Liderança Institucional. E nesse meio tempo eu fiz de tudo! Fui pedreiro, pintor, passeei com cachorros, cuidei de velhinhos, fui garçom... Tudo que você imaginar! Quando voltei, eu montei uma banda, a Outono 09. Sempre fui músico! A gente já foi top 10 MTV, abrimos 2 shows internacionais, o do Paramore e do Simple Plan... Aí no meio do processo da banda eu entrei no Versão Brasileira. Só que, quando eu entrei, ficou difícil de administrar. Eu e meu sócio e parceiro, Hugo Andrade, pegamos o estabelecimento praticamente falido. Estamos aqui há 2 anos e meio. Depois que pegamos, o VB começou a ficar famoso, conhecido... Fizemos um trabalho devagarzinho aqui, cativando os clientes, fazendo amizade. Aqui virou nosso mundo. Até hoje é. Hoje nós vamos pro VB encontrar amigos, não só clientes.

RP: Antes do VB você teve outro empreendimento?

PP: Eu tive uma empresa de som e iluminação e uma de eventos. Foi quando eu entrei no VB. Eu prestava um serviço de televisões pra eles, aí eu fiquei amigo de um dos donos e ele me chamou pra entrar como sócio do bar. Hoje ele nem está aqui e eu estou [risos]. Enfim, eu ainda mexo com produção de festas, com a Funn Entretenimento. Também estou envolvido nesse entretenimento da cidade, além do VB.

RP: Como surgiu a vontade de entrar no mundo empreendedor? Entrar no mundo do VB?

PP: Eu sempre participei da noite de alguma maneira, ou cantando, fazendo som, produzindo festas ou até mesmo sendo boêmio. Eu era cliente do antigo Versão Brasileira... Eu entendi que o povo gostava de entretenimento e resolvi unir tudo isso. Como sou formado em administração, sempre tive vontade de armar meu próprio negócio. Então isso cresceu dentro de mim, e a vontade de aplicar tudo que você aprendeu cresceu também.

RP: Qual foi sua maior dificuldade nesses 2 anos e meio?

PP: Perder uma vida social. A minha vida social é aqui dentro. E o pessoal deve pensar “ah, ele é dono de bar, a vida social dele deve ser a mil por hora”, mas não é. É agitada pelo número de pessoas, mas você perde um pouco disso. Principalmente no começo, sendo um jovem empresário. Você está construindo algo, você não tem algo já estabelecido, onde você é um milionário e pode administrar de longe. Não, você está construindo. Você tem que botar a mão na massa, então sobra menos tempo pra família e pros amigos antigos. Acaba que quem fica mais presente na sua vida são os amigos que frequentam o bar.

RP: E qual é o foco do VB, o foco e o diferencial?

PP: Eu acredito que seja a junção de várias coisas. A gente quer agradar os jovens de 18 a 100 anos [risos]. Independente da idade, nosso público quer se divertir, ver pessoas bonitas, música legal, garçons atenciosos, bom atendimento... A gente dá essa estrutura pros nossos clientes. Enxergamos nossos clientes como foco, e pensamos em uma maneira de entretê-lo. Além da tradicional cerveja gelada e do petisco gostoso, né?

RP: E quais são os planos futuros?

PP: Surgiu uma oportunidade de montarmos nossa própria cachaça, com a nossa marca. E por que não montar uma loja virtual? Está em andamento essa loja com itens que são bem brasileiros! Camisetas, cachaça VB, cervejas especiais VB... Vamos começar a vender nossos produtos mesmo. O queijo, nossa geleia de pimenta – que está fazendo muito sucesso... É um projeto que está começando devagarzinho... E, além disso, estamos nos preparando para abrir uma franquia. Mas antes queremos criar o nosso padrão de atendimento, e talvez essa franquia fique mais pra frente, dependendo da crise. Mas antes disso queremos melhorar aqui, no que está dando certo, pra depois pensar em abrir outros. Não podemos ser malucos ao ponto de abrir um monte sem o padrão VB. Mas já temos propostas...

DEIXE UM COMENTÁRIO
TAGS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
                  
Vertical Veículos | Vertical Veículos | Vertical Veículos