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00/00/0000 Entrevista: Lucas Rangel desembarca em Brasília

O estudante mineiro Lucas Rangel tem só 18 anos e sua principal ocupação é a produção de vídeos breves focados no humor e no improviso. A brincadeira que atinge principalmente os jovens registra números recordes de visualizações nas redes sociais. O humor limpo e sem palavrões tornou-se a marca registrada de seus personagens. "Se for uma piada rápida, coloco no Vine. Se for um vídeo maior, no YouTube. Uma foto ou divulgação de evento, publico no Instagram", disse Rangel.


No espetáculo “Não são só seis segundos”, alusão bem humorada ao Vine, aplicativo que permite apenas 6 segundos “de fama”, Lucas traz todos os seus personagens para arrancar muitas risadas do público. Uma mãe, um filho, um professor e uma menina burra. Lucas se aproveita dos quatro personagens para brincar com questões simples do dia a dia

O mais novo comediante bateu um papo bem informal com o pessoal da Revista Pepper e falou um pouquinho da sua jovem carreira, dos seus planos e da sua peça!

Revista Pepper: Você tinha expectativas que seus vídeos causassem tanta repercussão? Você procurava essa fama quando começou no Vine?

Lucas Rangel: Eu nunca tive essa expectativa de ficar famoso fazendo vídeo ou alguma coisa na internet... Eu nunca tive isso não. É até legal porque até hoje a ficha não cai com as coisas. As pessoas te parando na rua, ou você faz um evento lota, você solta um vídeo e todo mundo quer ver... Tudo que você faz as pessoas querem acompanhar. Não cai a ficha porque eu nunca esperei! Me pegou de surpresa! Ainda mais porque faz pouco tempo. Eu comecei brincando, fazendo vídeo e mandando pros amigos. Aí eles começaram a falar que eu devia postar, e eu comecei. E nisso virou essa bola de neve, eu nem sei explicar como bombou, se alguém compartilhou, etc.  Eu não sei nem falar isso. Foi bem do nada.

 

RP: Legal! E de onde surgiram as ideias de postar vídeos, vines... Você se inspirou em alguém ou te mostraram?

LR: Então, eu sempre fui muito palhaço, muito de ficar zoando, sempre gostava de fazer piada, mas não filmava. Eu já assistia vine, eu nem sabia direito o que era. Um dia uma amiga me mostrou o aplicativo, eu achei diferente a forma de gravar... Começamos a zoar e eu comecei a retratar situações do cotidiano, que foi o que fez bombar. As pessoas viam, se identificavam e encaminhavam para os outros. E como eu fui criando personagens, as pessoas começaram a se identificar mais ainda. Eu nunca me inspirei em ninguém. Eu sempre assisti bastante vines, mas sem saber quem eram as pessoas. Eu assistia e gostava da pegada.

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RP: Vemos nas suas redes sociais os famosos “haters”. Eles te abalam muito? Você tem problemas com esses comentários?

LR: Eu não vejo muito problema com os haters. Acho que na verdade eles chegam lá pra causar... Eles falam mais querendo atenção. Claro que a gente não gosta, acho que ninguém da internet gosta, porque eles chegam lá falando mentiras, contando coisas, querendo ibope e tudo mais... Mas eu fico de olho mesmo em comentários construtivos. Às vezes você até acha que é uma pessoa xingando, mas é uma critica construtiva. Então tem essa diferença do hater e da pessoa que tá querendo te ajudar, de expor a opinião. Hater xinga, críticos comentam de uma forma mais delicada, sabe? Eu custei muito pra ver a diferença entre o hater e a pessoa que tá fazendo uma critica. É muito igual, mas a pessoa manuseia o comentário de forma diferente. Então não vejo problema... Eu não gosto, mas não ligo muito. Fazer o que? Eles tão na internet toda, então tem que deixar rolar e filtrar esses comentários


RP: Conta um pouquinho da sua peça. De onde surgiu a ideia de montar? O que ela traz?

 

LR: A ideia da peça surgiu de um projeto que a gente já queria ter feito há muito tempo. Queríamos fazer um encontro de fãs nas cidades, porque a galera pedia muito. Eu não queria fazer só um encontro, chegar lá e aparecer tudo mais - fora que isso tem custo. Não ia dar pra gente viajar pra varias cidades e o evento ser todo gratuito... Eu não queria cobrar pra ficar tirando foto! Então a gente resolveu fazer a peça. É uma peça espontânea, sem roteiro, a gente puxa muita gente! A gente usa quase 15 pessoas durante a peça, pegando a galera da plateia, sobe no palco, interagindo com os personagens... Tem hora que é o talk show da mãe, outra que é a aula do professor, recreio com a menina burra e Loura José... Tem hora que é brincadeira mesmo, comigo e com a Dani. A gente vai fazendo os trotes e tal... A interação é bem legal porque é muito livre. É bem engraçado porque a gente vai criando as coisas na hora... Tem hora que a gente esquece o roteiro, que fica por trás, hora que a gente não fala nada com nada... E aí a gente resolveu... Foi muito rápido! A gente marcou a data, sentou e montou. Foi bem legal. Como se fosse uma filha nossa.

RP: E Você já conhece Brasília? Já esteve aqui antes?

LR: É a primeira vez que eu tô indo pra Brasília. Eu já fui uma vez... Mas só até o aeroporto, então não conta (risos). Nunca fui na cidade mesmo. Todo mundo fala super bem, então tô doido pra conhecer. Vou ver se arranjo um tempo pra passear, conhecer a cidade... Eu tô super ansioso pra levar pra Brasília. O pessoal tem uma recepção incrível, estamos até abrindo novas sessões porque o pessoal quer assistir mesmo e quer estar perto e tirar foto. Eu acho muito legal o público gostar tanto dos personagens quanto de mim.

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Então fiquem ligados! A peça “Não São Só 6 Segundos” estará em Brasília nos dias 10 e 11 de outubro, no Teatro Unip, com sessões as 16h e 18h! Coooorram que as vendas para as sessões extras já começaram!

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