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19/01/2018 Redação Estudo afirma que café pode diminuir risco de câncer de próstata As propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias da cafeína podem causar esse benefício

O café é uma das paixões dos brasileiros. Afinal, quem resiste àquele cafezinho pela manhã, pós-refeição ou no lanche da tarde? Agora, além do delicioso sabor, nós temos mais um motivo importante para consumir a bebida diariamente. É que um estudo realizado pelo Instituto Neurológico Mediterrâneo de Pozzilli (Irccs Neuromed) em colaboração com o Instituto Superior de Saúde e com o Istituto Dermopatico dell’Immacolata de Roma (IDI), na Itália, concluiu que tomar três xícaras de café por dia pode reduzir em mais de 50% o risco do câncer de próstata. 

Durante a pesquisa, os especialistas italianos estudaram o consumo de café em 7 mil homens que participam do projeto epidemiológico Moli-sani e analisando os hábitos deles, pôde-se evidenciar uma diminuição do risco de 53% nas pessoas que bebiam mais de três xícaras por dia. Na segunda parte do estudo, os pesquisadores testaram as ações dos extratos de café nas células de tumores em proveta. Os primeiros mostraram a capacidade de reduzir significantemente o crescimento das células cancerígenas e a capacidade de se formar uma metástase. 

Segundo o urologista Guilherme Maia, do Hospital Santa Joana Recife, os efeitos foram menos evidentes com o descafeinado, o que sugere que o benefício apresentado está ligado à própria cafeína. “Tudo indica que esse resultado é devido às propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias do café”, comenta Maia. 

O câncer de próstata é a forma mais comum da doença diagnosticada entre os homens. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa de novos casos da doença em 2016 e 2017 foi de 61.200, totalizando 28,6% do total de cânceres previstos para a população masculina. Cerca de 1 em 7 homens será diagnosticado com câncer de próstata durante a vida. “Os principais fatores de risco estão associados à obesidade, tabagismo, raça, além da hereditariedade”, afirma Guilherme Maia.

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