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07/12/2016 Brunno Constante Existe música para transar?
Brunno Constante
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Imagine uma noite foi perfeita. Você encontrou com uma pessoa meio que por acaso numa festa, o papo fluiu logo de cara, vocês tomaram uns bons drinks e tudo parece estar dando certo, conforme um script. Depois de ficar horas sob o som alto de caixas, chegou a hora de ir para um lugar mais reservado, mas, para não ficar aquele silêncio perturbador, você decide colocar um som para formar um ambiente mais gostoso.

A pessoa que está contigo se aconchega em um canto da sala, crente que algo a mais vai rolar. Você olha para o celular e pensa: Qual música eu coloco? MC Kekel? The Clash? Frank Ocean? Algo instrumental? Enquanto não existe uma decisão, a pessoa que estava afim, começa a brochar e sai de fininho, à francesa. Por que é tão difícil escolher uma trilha sonora na hora de transar?

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Na última coluna por aqui, eu falei um pouco sobre o novo disco do The Weeknd, “Starboy”, e vi alguns comentários falando que ele estava se repetindo, em abordar suas estripulias sexuais regadas a biritas, poder, grana e algumas drogas. Só que outras pessoas apontaram que o som dele é perfeito para a hora do sexo. Não foi por acaso que o cantor canadense foi escolhido para encabeçar a trilha sonora de “50 Tons de Cinza”, um soft porn que foi uma das maiores bilheterias dos últimos verões. Desde os seus primeiros discos, Weeknd entrega detalhes intimistas de suas relações e parece que está dando certo.

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Não enxerga quem não quer sobre a influência da música em qualquer atividade física, leia-se sexo. Um simples sonzinho de fundo não é colocado à toa quando você está em alguma loja. Não estou dizendo que se alguém colocar uma faixa mais acelerada, os clientes vão entrar no estabelecimento de forma descontrolada e comprar tudo que estiver pela frente, mas tem um singelo impacto.

A capacidade de a música influenciar o nosso estado emocional tem a ver com ela produzir reações fisiológicas em nosso organismo. Com a entrada de algum ‘beat certo’, o nosso corpo começam a gerar estímulos elétricos através de sequências de descargas nervosas e isso pode ser para o bem ou para o mal. A percepção musical envolve muitas variáveis que são capaz de influenciar o corpo todo através de reações emocionais. Por exemplo, esta música do Cartola pode não ser uma boa para o momento, pois vou lembrar do meu vô e vou brochar. Ou esta música é parecida com o toque de celular do meu ex.

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O som do Weeknd, Frank Ocean, Childish Gambino ou Marvin Gaye estão sempre em playlists para esquentar a hora do vamos ver, mas por que elas aparecem por lá? É algo em relação as letras? O jeito que eles cantam? Bem, eu não sou fiz tese ou estudei anos a fundo sobre este assunto, mas o que todos têm em comum são músicas com um grave pesado e uma cadência gostosa de ouvir. Talvez o grave dessas músicas façam um bom estrago em nosso corpo. Afinal, mais de 70% dos nossos corpinhos são compostos d’água. Ficar perto de uma caixa numa música suingada pode ter efeitos interessantes.

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Voltando a cena da sala onde estão duas pessoas que tiveram uma noite incrível e parece que vai rolar algo. Você não vai querer assustar a outra pessoa e colocar algo tão explícito como algum funk proibidão ou uma trilha sonora que poderia estar presente em algum pornozão. Deve ser algo que a pessoa que você conhece minimamente bem se sinta confortável e que não seja tão alto para não atrapalhar a conversa. Outra coisa que pode ser meio chato para a hora H é botar em alguma rádio e contar com a boa vontade da programação ou ter uma conta de graça em algum serviço de streaming. Ter a sua playlist ser invadida por algum comercial de catuaba ou a promoção de algum rodeio não deve cair bem também, não?

 

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