Cultura Música
11/04/2017 Redação GABRIEL GROSSI GRAVA PRIMEIRO DVD NA CAPITAL FEDERAL Contemplado pelo FAC, o gaitista se apresenta com seu quinteto no Teatro Plinio Marcos na Funarte com participações especiais de grandes nomes da música brasileira: Hermeto Pascoal e Mauricio Einhorn.
Redação
Foto: Rodrigo Simas

"Em Movimento" é o nome do projeto com show e gravação de DVD que comemora os 20 anos de carreira do gaitista Gabriel Grossi, músico brasiliense considerado um dos maiores representantes da harmônica no mundo.

Para a celebração, Gabriel Grossi terá como convidados especiais dois dos principais pilares de sua formação: Mauricio Einhorn, seu ex professor e referência da gaita no mundo no dia 12 de abril e o gênio multi-instrumentista Hermeto Pascoal  no dia 13.

O quinteto formado especialmente para ocasião conta com incríveis músicos:  Eduardo Farias (Piano), André Vasconcellos (Baixo), Rafael Barata (Bateria) e Sérgio Coelho (Trombone).         

Em Movimento é um projeto composto por show e DVD, as músicas compostas por Gabriel são dedicadas as suas principais referências, tais como: Milton Nascimento, Baden Powell, Toots Thielemans, Raul de Souza e claro aos ídolos que farão parte da gravação: Hermeto Pascoal e Mauricio Einhorn.    

Além dos shows, o DVD contará com depoimentos de figuras das mais importantes do cenário musical, um verdadeiro passeio pela história da música brasileira e suas várias vertentes, tendo Brasilia, esse verdadeiro caldeirão cultural como ponto de referência. 

No mês de aniversário da capital federal, esse projeto inicia as comemorações dos 57 anos da cidade, consagrando Gabriel Grossi como um dos grandes representantes internacionais da música instrumental local.

GABRIEL GROSSI 
Considerado um dos maiores representantes da harmônica/gaita no mundo. Com muita personalidade, desenvolve caminhos inusitados para a inserção de seu instrumento no rico universo da música brasileira, tendo como principal assinatura o virtuosismo e muita emoção.

Apesar de jovem, Gabriel tem uma trajetória extensa, além de carreira solo bem estabelecida dentro e fora do país. Desde 2005, é integrante do "Hamilton de Holanda Quinteto".
Em 2016, também produziu dois discos em homenagem aos seus mestres da harmônica: Toots Thielemans e Maurício Einhorn. No projeto “We do it out of love”, Gabriel em parceria com Alex Rossi juntaram harmonicistas de vários lugares do mundo para prestar essa homenagem e entregaram o disco pessoalmente ao homenageado Toots Thielemans em seu aniversário de 94 anos. 
Já na homenagem “Viva Mauricio Einhorn” Grossi a parceria foi com Pablo Fagundes e convidaram mais vinte e seis gaitistas brasileiros para gravar um disco duplo brindando a obra de Mauricio Einhorn. Mais recentemente, gravou seu quinto disco com Hamilton de Holanda Quinteto, homenageando Milton Nascimento e comemorando os dez anos de existência do grupo.
Em 2017, dá continuidade ao projeto/disco/show "Nascente" em parceria com o violonista Felix Júnior, em homenagem à Guinga e Hermeto Pascoal; além de dar continuidade aos projetos “Urbano”, “Realejo” (com Bebê Kramer),“Villa Lobos Popular (com Amilton Godoy) em homenagem a Villa Lobos e “Fole de Boca” (projeto que busca novos caminhos para o forró). 
Com 9 discos lançados, gravações e shows com grandes nomes da música nacional e internacional (entre eles, Hermeto Pascoal, Chico Buarque, Ivan Lins, Leila Pinheiro, João Donato, Dave Matthews, Guinga, Lenine, Djavan, Milton Nascimento, Dominguinhos entre outros) e diversas turnês ao redor do mundo, Gabriel coleciona um extenso currículo agregando experiência ímpar e total reconhecimento e reverência do grande público e dos que mais conhecem do assunto. 

MAURICIO EINHORN                                                                                                         

Gaitista e compositor carioca, filho de pais gaitistas, começou a tocar gaita na infância. Na adolescência, tocou em diversos grupos colegiais, ampliando sua experiência em diversas formações (duos, trios, quartetos etc.). A partir de 1950 passou a se interessar pelas linguagem do jazz e do choro, e em 1952 fez sua primeira gravação, solando com um conjunto de gaitas num disco de 78 rpm. Poucos anos mais tarde começou a tocar na rádio Mayrink Veiga, em um programa de jazz. No final da década enturmou-se com instrumentistas ligados à bossa nova, em especial o violonista Durval Ferreira, que se tornou um de seus maiores parceiros. Os dois compuseram músicas que se tornaram clássicos, como "Batida Diferente", "Estamos Aí" (esta também em parceria com Regina Werneck, faixa-título de um antológico disco de Leny Andrade), "Nuvens", "Sambop" (gravada por Claudette Soares) e "Tristeza de Nós Dois". Com Arnaldo Costa, Einhorn compôs "Curta Metragem", "Alvorada" (com Lula Freire), "Domingo de Manhã" (com Mário Telles). Em 1966 gravou pelo selo Forma um disco que marcou época: "Tempo Feliz", com Baden Powell. Participou de festivais, classificando a música "Negróide" (com Arnaldo Costa e Taiguara) no III FIC em 1968, e "Domingo de Manhã" (com Arnaldo Costa e Mário Telles) no IV Festival de MPB da Record, no mesmo ano. Em 1972 foi convidado por Sergio Mendes para trabalhar nos Estados Unidos. Lá firmou-se como gaitista e tocou com grandes figuras do jazz, como o guitarrista Jim Hall, o baixista Ron Carter e o gaitista Toots Thielmans. Participou também do famoso disco "Donato/Deodato", gravado enquanto Eumir Deodato e João Donato estavam nos EUA. De volta ao Brasil, gravou em 73 o primeiro compacto, pela Tapecar: o tema do filme "O Último Tango em Paris". Aproveitando o filão cinematográfico, no mesmo ano lançou seu primeiro LP, "The Oscar Winners", com trilhas sonoras. Em 1976 inaugurou sua parceria com o violonista Sebastião Tapajós, com quem fez shows com regularidade durante vários anos. Na década de 80 juntou-se à dupla o pianista Gilson Perazzetta, e os três gravaram um CD pela série Instrumental no CCBB em 95. Gravou também "ME" (título que representa as iniciais de seu nome), em 1979, disco lançado simultaneamente no Brasil e na Alemanha, e outros discos solo. Além disso, fez carreira como músico de estúdio, tocando em gravações com os maiores nomes da MPB. 

HERMETO PASCOAL     

Compositor e virtuoso multi-instrumentista, Hermeto Paschoal é considerado um pioneiro da música experimental brasileira. Um excêntrico cantor e escritor, assim como um arrojado instrumentista que constantemente se desafia com técnicas pouco usuais, ele influenciou músicos como Dizzy Gillespie e Miles Davis. Pascoal é normalmente referido como “o jazzista que tira um som de qualquer coisa” e é um dos músicos mais prolíferos, pouco convencionais e queridos da América do Sul.

Os sons da natureza fascinaram Hermeto desde pequeno. A partir de um cano de mamona de jerimum (abóbora), fazia um pífano e ficava tocando para os passarinhos. Ao ir para a lagoa, passava horas tocando com a água. O que sobrava de material do seu avô ferreiro, ele pendurava num varal e ficava tirando sons. Até o acordeão de 8 baixos de seu pai, de sete para oito anos, ele resolveu experimentar e não parou mais. Dessa forma, passou a tocar com seu irmão mais velho José Neto, em forrós e festas de casamento, revezando-se com ele no acordeão e no pandeiro.
Mudou-se para o Recife em 1950, e foi para a Rádio Tamandaré. De lá, logo foi convidado, com a ajuda de Sivuca (acordeonista conhecido), para integrar a Rádio Jornal do Comercio, onde José Neto já estava. Formaram o trio O Mundo Pegando Fogo e, segundo Hermeto, ele e seu irmão estavam apenas começando a tocar acordeão, ou seja, eles só tocavam o acordeão de 8 baixos até então.
Porém, por não querer tocar pandeiro e sim acordeão, foi mandado para a Rádio Difusora de Caruaru, como refugo, pelo diretor da Rádio Jornal do Commercio, o qual disse-lhe que "não dava para a música". Ficou nessa rádio em torno de três anos. Quando Sivuca passou por lá, fez muitos elogios sobre o Hermeto ao diretor dessa rádio, o Luís Torres, e Hermeto, por conta disso, logo voltou para a Rádio Jornal do Commercio, em Pernambuco, ganhando o que havia pedido, a convite da mesma pessoa que o tinha mandado embora. Ali, em 1954, casou-se com Ilza da Silva, com quem viveu 46 anos e teve seis filhos: Jorge, Fabio, Flávia, Fátima, Fabiula e Flávio. Foi nessa época também que descobriu o piano, a partir de um convite do guitarrista Heraldo do Monte, para tocar na Boate Delfim Verde. Dali, foi para João Pessoa, onde ficou quase um ano tocando na Orquestra Tabajara, do maestro Gomes.

Em 1958, mudou-se para o Rio de Janeiro para tocar acordeão no Regional de Pernambuco do Pandeiro (na Rádio Mauá) e, em seguida, piano no conjunto e na boate do violinista Fafá Lemos e, em seguida, no conjunto do Maestro Copinha (flautista e saxofonista), no Hotel Excelsior. 

Serviço:
Gabriel Grossi Quinteto - Gravacão do DVD 
"Em Movimento"
Data: 12 e 13 de Abril de 2017
Abertura do teatro: 19h30
Inicio do show / gravacão de DVD: 20h
Local: Funarte Plinio Marcos
Classificação: Livre
Ingressos limitados: R$40 inteira e R$20 meia.
Sympla
Site: Gabriel Grossi

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