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25/04/2019 Grupo Amarração se apresenta no Teatro dos Bancários em homenagem ao Dia Nacional da Mulher
"O tema central, tanto das palestras quanto da peça, é a discussão sobre equidade de gênero."

O Dia Nacional da Mulher, comemorado no dia 30 de abril, é uma data pouco conhecida e pouco divulgada. Para destacar a data, o Sindicato dos Bancários e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (FENAE), em parceria com o Grupo de Teatro Amarração, coordenado pela dramaturga e fundadora do grupo, Cleuza Brandão, propõe aos brasilienses uma noite de reflexão, com muitas risadas e bom humor. O evento, que acontece no Teatro dos Bancários, na segunda-feira (29), a partir das 19h, contará com palestras, além da apresentação da comédia Mulher, Manual de Instrução, de autoria de Cleuza Brandão e Direção de Cassius Vantuil.

 

O tema central, tanto das palestras quanto da peça, é a discussão sobre equidade de gênero. Na abertura, a dramaturga Cleuza Brandão traz uma breve reflexão sobre a importância da data, as lutas e conquistas das mulheres brasileiras. “A grande questão é: por que ainda hoje, quando temos tantas Leis que protegem a mulher e garantem direitos e deveres iguais entre ambos os sexos, as diferenças salariais ainda persistem? Por que o feminicídio vem aumentando no país? ”, questiona a dramaturga. “É preciso entender a raiz deste problema e levantar insistentemente o debate para mudar esta cultura”, completa.

 

Na sequência, a cineasta e ex-miss, Núbia Santana, fala sobre projeto com mulheres da periferia. “A equidade de gênero é uma preocupação mundial. Precisamos mudar a realidade que está aí. Mesmo com tantas leis, como Maria da Penha, o feminicídio continua aumentando assustadoramente”, alerta a cineasta. “Vamos debater temas como discriminação da mulher, desigualdade salarial e de oportunidades.  O objetivo é levar o debate para outras esferas e buscar solução conjuntas com nossos legisladores e com o Governo”, completa.

 

Para finalizar, o grupo Amarração, que tem mais de 15 anos de estrada, sobe ao palco com a peça Mulher – Manual de Instrução. A comédia se passa na Fábrica de Lençóis Ferreira - uma empresa familiar, cujos funcionários, todos do sexo masculino, começam a envelhecer, se aposentam ou morrem, abrindo novas vagas. Para desespero do proprietário, somente mulheres se candidatam à seleção. Sem saber como lidar com a situação, Sr. Ferreira solicita ao jurídico um Manual de Instruções destes “recursos femininos” à luz da legislação para utilizar nas entrevistas, e o resultado é que todas as candidatas são dispensadas. “Nesta história fictícia, são colocadas muitas verdades que incomodam, mas que fazem parte da nossa cultura e precisam ser eliminadas”, explica Cleuza Brandão.

 

O evento, que contará com presença de autoridades ligadas o Governo e Congresso, é aberto ao público e a entrada é franca, mediante retirada de ingresso na bilheteria do Teatro.

Sobre o Dia Nacional da Mulher - Não obstante o Dia Internacional da Mulher, em que muitos países do mundo inteiro debatem este tema, aqui no Brasil há uma data própria para dar continuidade aos debates e falar das lutas e conquistas específicas da mulher brasileira. É o Dia Nacional da Mulher, comemorado em 30 de abril. A data é uma homenagem a Jerônima Mesquita, líder do movimento feminista no Brasil, enfermeira com uma extensa lista de ações humanitárias e sufragista brasileira que lutou e conquistou o direito ao voto feminino, em 1932.

 

Dados sobe a questão da equidade de gêneros - O Fórum Econômico Mundial, evento que reúne anualmente os principais líderes empresariais, políticos, intelectuais e jornalistas do mundo, apontou um retrocesso na equidade de gênero. O Brasil alcançou o pior resultado desde 2011. O que mais pesou foi a queda na participação das mulheres no mercado de trabalho e oportunidades de renda. As pesquisas têm demonstrado de forma efetiva que as economias dos países têm melhores resultados ao assumirem esses problemas de forma séria, integrando as mulheres no mercado de trabalho e em posições de liderança.

 

Um relatório gerado a partir desse fórum estima que a defasagem de gênero se situa em 59%, a maior taxa de desigualdade desde 2008. As mulheres ganham em média pouco mais da metade do que os homens, apesar de que em geral trabalham mais horas, levando-se em conta tanto o trabalho remunerado como o não remunerado.  O documento também alerta para o estancamento da incorporação das mulheres ao mercado de trabalho e a sua escassa representação em cargos de responsabilidade e que se continuar neste ritmo, só alcançaremos a equidade daqui a 200 anos.

 

“No Brasil, apesar da Constituição Federal de 1988 (que inclusive é recente), até 2003 ainda vigorava o Código Civil Brasileiro de 1916. Este Código Civil expressava claramente uma posição de inferioridade e submissão feminina ao pai ou ao marido, ficando portanto desprovida de direitos familiares, sociais e políticos”, lembra Cleuza Brandão. Para se ter uma ideia, em 1980, portanto a apenas 39 anos, Eunice Michiles, primeira mulher a ocupar uma cadeira no Senado, propôs a revogação dos artigos 178 e 219 do Código Civil de 1916, que previam a possibilidade da anulação do casamento nos casos em que o homem descobrisse, em até dez dias, que a esposa não havia se casado virgem”

 

Serviço:

Comemoração do Dia Nacional da Mulher – Palestras e Apresentação da peça Mulher, Manual de Instrução

Data: 29 de abril (segunda-feira)

Horário: 19h

Local: Teatro dos bancários -  EQS 314/315 - Bloco A - Asa Sul, Brasília – DF

Faixa etária: Livre

Mais informações: https://www.facebook.com/grupoamarracao/

Entrada gratuita mediante retirada de convites na bilheteria do Teatro

 

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