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00/00/0000 Língua afiada de Felipe Neto ganha os palcos de Brasília
Fotos: Divulgação
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Considerado um dos maiores fenômenos da internet, o ator, humorista e empresário Felipe Neto sai do seu canal na web e ganha os palcos do Brasil com Minha vida não faz sentido. A cidade que estreou a turnê? Brasília!

A peça não é um convencional stand up comedy. Está mais para uma lição e reflexão para os jovens espectadores... Mas, claro, com muito bom humor. Em meio a discursos contra machismo e homofobia – esses que arrancaram aplausos frenéticos da plateia –, Felipe consegue moldar e dividir muito bem o seu “eu” do personagem com a língua afiada da famosa série Não faz sentido, do YouTube.

O espetáculo passa por vários momentos e situações de sua vida que o fizeram chegar aonde está: famoso, com empresas, livros lançados e peças estreando. Desde a sua infância humilde, términos de namoro, empresas falidas, até o grande sucesso que é hoje. Tudo te arranca uma gargalhada ou te provoca uma reflexão.

 

“Você não vai conseguir, desiste disso... Essa foi a frase que eu mais ouvi enquanto eu crescia (...) Nunca, absolutamente nunca permita que alguém diga o que você é capaz ou não de fazer. E se for tuitar essa frase, fala que é da Clarice Lispector”, falou Felipe em uma das partes do espetáculo – sempre usando o bom humor no final de cada reflexão.

A peça é cativante e bem diferente do que estamos acostumados a ver nas páginas e canais da internet. Vale a pena. Todos saíram de lá com um sorriso de orelha a orelha, até porque Felipe Neto faz jus à sua fama de simpático. Recebeu os fãs e a Revista Pepper para um bate-papo bem descontraído e engraçado. Confira:

 

 

Revista Pepper: Por que você escolheu estrear a sua turnê aqui em Brasília?

Felipe Neto: Na realidade os empresários da peça, que já são bem experientes no mercado aqui no Brasil, avaliam Brasília como um excelente lugar pra começar, pela receptividade e calor do público. É uma galera acostumada a ir a teatro e tem mais facilidade de lotar etc, mas principalmente por esse carinho, que eu realmente recebi. Os brasilienses são incrivelmente carinhosos, e isso foi diferencial pra mim, sabe? Eu tava muito nervoso e ansioso. Brasília vai ficar marcado pra sempre.

RP: Ah que coisa boa! E por que você preferiu tirar um pouco do foco do humor e focar mais em uma mensagem e reflexão para os seus jovens espectadores? Nos seus vídeos vimos muito humor e sátiras. Vimos que hoje foi um pouco diferente. Por quê?

FN: Eu acho que é sempre bom a gente estar se reinventando, né. Acho que o mal de qualquer artista é estagnar e repetir a mesma forma o tempo inteiro. E quando eu decidi aceitar o desafio de fazer o espetáculo eu sabia que queria fazer algo diferente. Eu não queria chegar aqui e fazer stand up – nada contra –, mas eu queria fazer alguma coisa que me desafiasse ainda mais. E quando eu tava pensando em qual seria esse desafio, eu falei “Puts, seria muito interessante fazer um monólogo que não apenas fizessem as pessoas rirem”. Fazer um show de humor é muito difícil, mas eu pensei: “deve ser mais difícil ainda fazer um show de humor com opinião e com desafio” Desafiar as pessoas, instigar as pessoas, fazer com que elas saiam da peça refletindo sobre algum assunto. E foi isso que eu tentei fazer aqui.

RP: Vimos um vídeo seu, aquele “50 fatos sobre mim”, e duas coisas chamaram a atenção... Você nunca teve ressaca?

FN: Não, nunca tive ressaca! Inclusive ontem me levaram para uma festa aqui em Brasília, meu Deus do céu!

RP: [risos] Mas ressaca zero?

FN: Eu bebo muito pouco. Na realidade é raro eu ficar bêbado, bem raro. Ontem por acaso foi um desses dias... [risos]

RP: Já ia falar “Vamo lá num boteco que conhecemos, e vamos resolver isso aí” 

FN:[risos] É, ontem eu acabei bebendo um pouco a mais... Gritava horrores pro Naldo pra você ter ideia... Foi uma noite muito legal. Mas eu tenho essa coisa de não acordar de ressaca. Depois que eu fui ficando mais velho, agora tô com 27, eu comecei a ficar cansado no dia seguinte. Antigamente eu bebia e no dia seguinte tava zerado. Hoje se eu bebo eu fico podre.

RP: Outra coisa que eu vi no seu vídeo foi a história com a Vivi, de Chiquititas (Renata Del Bianco). Naquela época as meninas queriam ser a Vivi, e os meninos queriam pegar a Vivi. Conta um pouquinho dessa história pra gente.

FN: Ah [risos], a Renatinha é ótima. Nós somos amigos, nos conhecemos em uma filmagem, trocamos contato, acabamos saindo, e hoje temos uma amizade legal. E é... Ela foi a primeira menina pra quem eu me masturbei na vida [risos]. Eu tinha, sei lá, 10 ou 12 anos. Ela era a Vivi de Chiquititas e meu sonho de consumo, e depois eu acabei ficando com ela e foi uma coisa bem legal.

RP: E qual foi a situação mais inusitada ou embaraçosa que você passou, com fãs, nesses 5 anos e meio de carreira?

FN: Teve uma que um cara veio falar comigo no Prêmio Multishow, completamente bêbado e aí ele veio: “Ah, eu não gosto muito de você não, mas gosto muito do seu pai”. Pensei: “conhece meu pai? Meu pai é psicólogo”. Ele continuou: “Pode falar pro seu pai que ele marcou minha geração na música”. E aí eu percebi que ele tava falando comigo achando que eu era o Fiuk e meu pai o Fábio Jr [risos]... Esse aí eu acho que foi um momento bem constrangedor...

RP: E por último: é a sua primeira vez aqui em Brasília?

Não, eu sempre vim aqui pra reuniões, era sempre bate e volta. É a primeira vez que eu fico 3 dias na cidade. Achei muito legal, tirando a secura... O clima tá tenso, bem complicado. Mas eu não tenho o que reclamar muito, porque eu sou carioca, então eu estou acostumado com o verão de rachar o coco. Mas só tenho coisa boa pra falar de Brasília. Excelente cidade, excelente público.

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