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29/01/2016 Natália Moraes Made in Brasília: o desenho animado mais brasiliense do mundo
Foto: Michael Melo/ Metrópoles

Quem não tem orgulho de Brasília? Quem não vibra quando aparece alguém representando nossa cidade em um programa global? Quem não fica cheio de orgulho quando as famosas bandas brasilienses são citadas? É claro que você já escutou/falou “Olha, olha! Aquele ali é de Brasília!” Tudo quanto é tipo de arte que surgiu aqui é mais um motivo para enchermos o peito e falarmos “Sim, eu sou de Brasília”.

Para focarmos nos nossos artistas e nos grandes nomes da cidade, nós apresentamos a nova série: Made in Brasília. Aqui, nós vamos entrevistar personalidades, grupos, atletas, bandas, artistas, etc, de todas as partes de Brasília. Essas pessoas que, de alguma forma, estão levando Bsb para o mundo.

Como é o caso de Gisele Gama Andrade, doutora em Língua Portuguesa, escritora da série de livros infantis “Sara”, carioca de berço mas brasiliense de coração. A menina Sara está com planos de ser protagonista de um desenho animado. Nossa cultura vai ser muito bem representada por ela e por sua mãe. Não entendeu? Confira nossa entrevista!

Revista Pepper: Conta um pouco da sua vida de trabalho

Gisele Gama: Sou do tipo deixa a vida me levar.  Fui professora universitária, na UnB e aceitava muitos desafios.  Acabei voltando para o Rio de Janeiro e entrei na avaliação de projetos sociais nas favelas. Essa nova realidade me levou a desejar adotar uma criança.  Foi assim que Sara chegou a nossas vidas: minha, do Raphael e do Gabriel, meus filhos mais velhos.

RP: E qual é a história da Sara?

GG: Adotei a Sara quando ela era bem pequena.  Tinha um ano e sete meses. Nessa idade já era uma guerreira.  Sobrevivente de um mundo muitas vezes cruel.  Uma criança muito especial, cheia de brilho e luz.

RP: Como surgiu a ideia de colocar essa história em livros infantis?

GG: Quando Sara estava com sete anos, no processo de alfabetização, os problemas começaram. Ela era hiperativa e estava com dificuldades de aprendizagem. Resolvi escrever para ela, em uma linguagem que ela pudesse entender e que ela fosse a personagem principal.  A ideia era ela se reconhecer e ver que, no fim, ia dar tudo certo. Surgiu o primeiro livro da série.

RP: Vimos que um dos livros gerou uma polêmica – completamente desnecessária – com alguns pais. Como foi isso?

GG: O livro fala sobre a família da Sara. Essa família, que não é mesmo tradicional.  Uma mãe, dois filhos biológicos e uma adotada.  Fala de amor, inclusão, e que toda e qualquer família é boa, desde que haja amor. Não quero rebater ignorância.  Não quero ficar discutindo com pessoas preconceituosas. Os livros da Sara existem para disseminar amor e respeito ao próximo. Não tenho culpa se muitos adultos não tiveram essa possibilidade. 

RP: Como está a repercussão dos livros mundo afora, e quais sãos os projetos futuros?

GG: Estamos indo muito bem. Entramos agora em uma nova era: o desenho animado.  Estaremos no mundo inteiro. Hoje, são trinta e cinco livros escritos.  Mas serão muitos mais. E muitos desenhos. Tudo é inspiração

RP: O que Brasília representa pra você nessa sua etapa profissional?

GG: Brasília é minha referência de vida. Aqui está minha família e amigos. Aqui tenho vivido meus melhores e piores dias. Daqui tiro minhas reflexões para o que escrevo.

RP: Você é "Made in Brasília" porque...

 

GG: Brasília é oportunidade.  E eu adoro isso!

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