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00/00/0000 Manoel de Barros morre aos 97 anos

O poeta mato-grossense Manoel de Barros morreu às 8h05 desta quinta-feira (13/11). Manoel, que faria 98 anos em dezembro, estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) havia duas semanas. Em fevereiro deste ano, o poeta sofreu um acidente vascular cerebral e, desde então, passou a se alimentar com ajuda de sonda, além de não conseguir mais se comunicar. O hospital não informou as causas da morte.

Nos últimos anos, o poeta levava uma vida reclusa, ao lado da esposa Stella, na casa da Rua Piratininga, localizada em um bairro nobre de Campo Grande. Durante as duas décadas em que saboreou o sucesso de sua poesia, Manoel de Barros viveu momentos trágicos. O primeiro aconteceu em 2007, com a morte do filho João, aos 50 anos, em acidente aéreo. Ele era responsável por todo o patrimônio rural do pai. Desde este episódio, o poeta quase não saía mais de casa e não conseguiu ir ao enterro do filho. E, em julho do ano passado, o filho mais velho de Manoel, Pedro, morreu depois de ter sofrido três derrames. A partir desse episódio, o poeta começou a definhar.

Sucesso editorial
Depois da morte de Carlos Drummond de Andrade, em 1987, Manoel de Barros foi o primeiro poeta a representar a lista dos mais vendidos. A série Memórias inventadas, por exemplo, vendeu 450 mil exemplares — número considerado expressivo por se tratar de poesia.

A única filha viva, a artista plástica Martha Barros, passou a cuidar das questões financeiras da família, desde a morte de João. É ela quem administra, também, os direitos autorais do poeta. Com o passar do tempo e de perdas familiares, Manoel passou a precisar cada vez mais dos direitos autorais, que hoje é uma importante fonte no orçamento da família, comprometido com medicamentos e enfermeiros. E o potencial comercial dos direitos autorais do poeta é enorme, já que o acervo de Manoel guarda raridades, como os mais de 100 cadernos de rascunhos, escritos à lápis, onde guardava ideias e invencionices. Apenas 30% deles foram publicados. O restante é um material precioso, que pode ser fonte riquíssima de inéditos. Martha diz que prometeu ao pai só dar algum destino aos cadernos depois de sua morte.

 

Fonte: Correio Braziliense

 

 

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