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00/00/0000 Masturbação deixa sua mão grávida na vida após a morte, diz
Han foi alvo de piada nas redes sociais da Turquia depois de seu comentário (Reprodução / Daily News)
Han foi alvo de piada nas redes sociais da Turquia depois de seu comentário (Reprodução / Daily News)

Depois de dizer que um homem que se masturba “engravida sua mão na vida após a morte”, um televangelizador muçulmano fez as redes sociais da Turquia pegarem fogo com críticas à sua declaração. “Há algum ginecologista de mão na vida após a morte? O aborto é permitido lá?”, questionou um usuário no Twitter. “Então você acha que estar grávida é um castigo de Deus?”, perguntou outro.

O caso ocorreu no dia 24 de maio, quando Mücahid Cihad Han decidiu falar sobre assuntos delicados na televisão, respondendo às perguntas de seus espectadores ao canal privado 2000 TV, informou a imprensa do país. Inicialmente, Han parecia confuso ao comentar o questionamento de um espectador, que disse que continuou se “masturbando, mesmo sendo casado e até durante o Umra”, uma peregrinação à Meca realizada pelos muçulmanos.

Após repetir a pergunta algumas vezes, Han disse que o Islã proíbe estritamente a masturbação. “Além disso, um hadith afirma que aqueles que têm relações sexuais com as suas mãos vão encontrá-las grávidas na vida após a morte, queixando-se a Deus sobre os seus direitos”, alegou, ao se referir ao profeta Maomé. “Se o nosso telespectador fosse solteiro, eu poderia recomendar que ele se casasse, mas o que posso fazer agora?”, acrescentou, aconselhando o homem a “resistir às tentações de Satanás.”

De acordo com o Daily News, o “istimna”, termo árabe para masturbação, é uma questão controversa no Islã, dividindo opiniões sobre a sua admissibilidade ao longo da história, apesar de o Alcorão não ter clara referência sobre a masturbação e de a autenticidade de muitos hadiths serem questionáveis.

Apesar da postura de Han, apenas um número limitado de interpretações islâmicas categorizam a masturbação como “haram” (ato proibido), enquanto a maioria dos outros chamam de “makruh” (ato sujo ou questionável). Muitas interpretações islâmicas tradicionais até mesmo permitem que, em certas condições, a prática seja utilizada para evitar a tentação de um caso extraconjugal.

 

Fonte: Pop Trash

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